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EXERCÍCIO ILEGAL DE PROFISSÃO

Falso veterinário é preso durante cirurgia em gato no Rio de Janeiro

Homem usava registro de outro profissional e é acusado de causar necrose e amputação da pata de uma gata; clínica sem licença também tinha medicamentos vencidos

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Imagem ilustrativa da notícia Falso veterinário é preso durante cirurgia em gato no Rio de Janeiro camera Medicamentos veterinários vencidos foram encontrados durante a fiscalização realizada na clínica em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. | Reprodução/PCRJ

Um falso veterinário foi preso em flagrante na última segunda-feira (10/08), enquanto realizava uma cirurgia em um gato dentro de uma clínica em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Daniel do Nascimento Soares Bittencourt exercia a profissão sem habilitação e utilizava o registro profissional de outro veterinário. O estabelecimento foi interditado após os agentes encontrarem outras irregularidades.

A prisão ocorreu durante uma ação da 59ª DP, que investigava informações de inteligência sobre a atuação irregular do suspeito.

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De acordo com a Polícia Civil, Daniel já era alvo de apurações e, mesmo assim, continuava atendendo animais sem possuir habilitação para exercer a Medicina Veterinária.

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As investigações apontam ainda que ele utilizava o número de registro profissional de outro veterinário para realizar procedimentos e emitir documentos relacionados aos atendimentos.

GATA TEVE PATA AMPUTADA

Um dos casos que chegaram ao conhecimento dos investigadores envolve uma gata atendida pelo suspeito no dia 11 de julho. Segundo o relato da tutora, o homem realizou uma cirurgia no animal e afirmou que havia colocado dois pinos na perna da gata. O procedimento foi pago diretamente pela dona.

Nos dias seguintes, porém, a mulher percebeu que a pata do animal apresentava sinais de necrose. Diante do agravamento do quadro, ela procurou outra clínica veterinária.

Exames de raio-X realizados no novo atendimento indicaram, segundo a investigação, que os dois pinos mencionados pelo falso veterinário não haviam sido colocados.

Ainda conforme o depoimento da tutora, o procedimento teria sido realizado de maneira inadequada e a complicação provocou necrose em toda a perna da gata. O animal precisou ter o membro amputado.

REGISTRO PERTENCIA A OUTRO VETERINÁRIO

A suspeita de falsidade também surgiu quando a tutora conferiu o número do registro profissional que aparecia no comprovante e no receituário entregues pelo homem. Segundo ela, a consulta revelou que o registro pertencia, na realidade, a outro veterinário.

A descoberta reforçou as suspeitas investigadas pela Polícia Civil sobre o uso indevido de identificação profissional para atender animais e realizar procedimentos.

CLÍNICA TINHA MEDICAMENTOS VENCIDOS

Durante a fiscalização realizada pelos agentes, outras irregularidades foram encontradas dentro da clínica. Segundo a Polícia Civil, havia medicamentos de uso veterinário vencidos e expostos para venda.

Os policiais também constataram que o estabelecimento não possuía equipamento adequado para a esterilização dos instrumentos utilizados em procedimentos cirúrgicos. Além disso, a clínica não apresentou o alvará de funcionamento nem a licença sanitária exigida para a atividade. O local foi interditado.

SUSPEITO TEM HISTÓRICO DE OUTRAS OCORRÊNCIAS

Ainda segundo a Polícia Civil, Daniel possui pelo menos 11 registros relacionados a diferentes ocorrências. Entre os registros estão suspeitas de exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, falsa identidade e estelionato.

Também aparecem ocorrências relacionadas a perseguição, ameaça, injúria, receptação, crimes ambientais e violação sexual mediante fraude. A existência desses registros, no entanto, não significa que o suspeito tenha sido condenado por todos os crimes mencionados.

QUAIS CRIMES FORAMA ATRIBUÍDOS AO SUSPEITO?

Daniel do Nascimento Soares Bittencourt foi autuado em flagrante, segundo a Polícia Civil, pelos crimes de:

  • exercício ilegal da Medicina Veterinária;
  • estelionato;
  • falsa identidade;
  • maus-tratos a animal;
  • crime contra as relações de consumo.

O caso segue sob investigação para esclarecer a extensão da atuação do suspeito, os atendimentos realizados e possíveis outras vítimas.

A reportagem tentou localizar a defesa de Daniel, mas não havia obtido retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

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