O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão, identificada pela defesa dele nesta quinta-feira (13/08), durante a preparação do registro da candidatura, tenha sido resultado de um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, o cadastro foi realizado com credenciais vinculadas ao próprio partido.
De acordo com o tribunal, alguém que possuía os dados de acesso do Missão para realizar filiações utilizou a ferramenta de maneira indevida para incluir o senador nos registros da legenda. A alteração foi identificada pela equipe de Flávio justamente quando os documentos para o registro da candidatura dele estavam sendo reunidos.
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Diante do episódio, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que sejam tomadas as providências cabíveis. Ele também determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária para esclarecer como a filiação foi registrada e quem fez a alteração.
Antes da manifestação do tribunal, a defesa de Flávio havia levantado a possibilidade de uma invasão no sistema de filiação partidária. A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que era "inequívoco que foi fraudulento".
Nas redes sociais, Flávio também reagiu ao episódio. Em um vídeo publicado, o senador disse que adversários "só sabem jogar sujo", mas afirmou que a estratégia não teria funcionado.
"Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai conseguir juntos resgatar o nosso Brasil", declarou na publicação.
NÃO VÃO CONSEGUIR!
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 13, 2026
Mais uma vez o sistema armou para tentar me derrubar.
Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar. O Brasil vai vencer!
👉 Coloque nos comentários: O BRASIL VAI VENCER! pic.twitter.com/UHlBgcQOli
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Até então, Flávio era filiado ao Partido Liberal (PL). Após a mudança no cadastro, a legenda protocolou um pedido de desfiliação do Missão para regularizar a situação do senador. De acordo com o TSE, a solicitação já está sendo analisada pela Justiça Eleitoral.
Apesar da suspeita inicial de ataque hacker, o TSE afirma que os sistemas da instituição não foram invadidos e atribui o registro irregular ao uso indevido das credenciais de acesso do próprio Missão. A apuração deverá esclarecer os responsáveis pela inclusão do senador na legenda.
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