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CASO BANCO MASTER

Nunes Marques e Toffoli se declaram suspeitos no STF

Ministros não vão votar em julgamento sobre possível investigação envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master

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Imagem ilustrativa da notícia Nunes Marques e Toffoli se declaram suspeitos no STF camera Nunes Marques e Dias Toffoli informaram que não votarão no caso, por razões distintas. | Divulgação / STF - Fellipe Sampaio - Rosinei Coutinho / Reprodução / wikimedia commons

Nesta terça-feira (15/09), os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam, respectivamente, impedido e suspeito para participar do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

A sessão discute a eventual abertura de investigação sobre a relação de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que é investigado por fraudes bilionárias.

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Logo no início do julgamento, Nunes Marques informou que está impedido de participar da análise e, por isso, não irá votar sobre a possibilidade de abertura da investigação.

A decisão ocorre após a divulgação de novos diálogos atribuídos a Vorcaro, nos quais aparecem menções a supostos pagamentos destinados ao filho do ministro, o advogado Kevin Marques. Nas conversas, mantidas entre Vorcaro e Luiz Rennó, ex-diretor jurídico do Banco Master, são citados pagamentos mensais de R$ 500 mil a Kevin Marques.

No entanto, a defesa do advogado nega que ele tenha prestado serviços ao banco ou recebido valores de Vorcaro. "O advogado Kevin Marques não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro”, afirmou em nota.

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Ainda durante a sessão, Toffoli também declarou que não participará da votação e afirmou estar suspeito para analisar o caso por uma questão de foro íntimo. Contudo, mesmo com a saída da votação, ele decidiu permanecer no plenário para acompanhar a sessão.

“Não por me sentir impedido, mas suspeição em foro íntimo para preservação da Corte no ponto de vista de eventuais especulações, mesmo sabendo o trânsito em julgado”, explicou o ministro.

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