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ECONOMIA INTERNACIONAL

Preço do petróleo sobe com tensão entre EUA e Irã

Alta da commodity pressiona Wall Street e aumenta preocupações com inflação e juros

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Imagem ilustrativa da notícia Preço do petróleo sobe com tensão entre EUA e Irã camera Em contrapartida, exportações do Oriente Médio se recuperam neste mês de setembro. | Reprodução/Petrobras/Divulgação

A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a movimentar o mercado de petróleo nesta segunda-feira (28/09), com a alta do valor do produto após o presidente norte-americano Donald Trump rejeitar uma proposta de paz apresentada pelo governo iraniano, em um cenário que também envolve a retomada das operações no estratégico Estreito de Ormuz.

De acordo as autoridades, os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ 3,91, ou 3,75%, para US$ 108,23 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência no mercado norte-americano, avançava US$ 3,56, ou 2,85%, sendo negociado a US$ 95,97 por barril.

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De acordo com a análise de Hamad Hussain, economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics, a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz reduziu parte da pressão sobre os preços, mas não foi suficiente para eliminar o déficit no mercado.

Discursos de Trump se contradizem

O Irã apresentou a proposta durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada na semana passada, em Nova York. De acordo com o governo iraniano, a iniciativa havia sido encaminhada aos Estados Unidos por meio de mediadores do Catar.

Já no sábado (26/09), Trump afirmou que rejeitou o plano apresentado. Contudo, no domingo (27/09), o presidente americano disse à Axios, site comercial de notícias dos Estados Unidos, em entrevista por telefone, esperar que negociadores norte-americanos participassem de novas conversas ainda nesta semana.

Exportações do Oriente Médio aumentam

Apesar das incertezas geopolíticas, dados preliminares divulgados pela Kpler nesta segunda-feira (28/09) mostram recuperação nas exportações de petróleo bruto dos principais produtores do Oriente Médio.

Segundo os dados, o volume chegou a 12,8 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, o maior nível desde o início da guerra, em fevereiro, impulsionado principalmente pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, aumento que teria sido contribuido pela retomada dos embarques pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com os dados da Kpler, o fluxo pela passagem deve alcançar cerca de 7,4 milhões de bpd neste mês. Na Arábia Saudita, as exportações foram redirecionadas do porto de Yanbu, no Mar Vermelho, para Ras Tanura, no leste do país, após ataques provocarem danos no oleoduto Leste-Oeste.

No mercado de combustíveis, o comportamento recente dos contratos também chama atenção de especialistas. O pretóleo Brent havia avançado 0,4% na semana passada, enquanto o WTI acumulou queda superior a 7%, pressionado por preocupações de que os Estados Unidos pudessem restringir as exportações de diesel para conter os preços recordes.

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Segundo o Goldman Sachs, Europa e América Latina, incluindo Brasil e México, estão entre os principais destinos do diesel exportado pelos Estados Unidos. O banco avalia que uma eventual escassez do combustível poderia se espalhar rapidamente para outras regiões, inclusive a Ásia, à medida que europeus e latino-americanos aumentassem a procura por volumes disponíveis em países como a Índia.

“Estimamos que cada semana de proibição das exportações de diesel dos EUA elevaria os preços do diesel no atacado europeu (gasóleo ARA) em US$3 por barril, ou pouco menos de 2%”, afirma o banco.

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