O governo federal instituiu, nesta terça-feira (13), um programa nacional para impedir o uso irregular de celulares e outros dispositivos de telecomunicações dentro de unidades prisionais brasileiras.
A iniciativa estabelece uma atuação integrada entre a União, os governos estaduais e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para identificar e interromper comunicações não autorizadas realizadas a partir dos presídios.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
- Canal Exército do Lula é registrado no TSE; veja prazo
- Segundo turno terá eleições para prefeito em 7 cidades
Entre as medidas previstas está a criação do Cadastro Nacional de Perímetros de Segurança Penitenciária. A ferramenta vai reunir dados georreferenciados sobre as unidades prisionais e as regiões localizadas no entorno desses estabelecimentos.
A administração do cadastro ficará sob responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as informações serão integradas ao Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen).
O decreto também estabelece regras para a utilização de bloqueadores de sinais de radiocomunicação em estabelecimentos penais. Os equipamentos poderão ser empregados pelos estados e demais entes federativos que aderirem ao programa.
Plataforma digital
Outra medida prevista é a criação de uma plataforma digital para auxiliar no bloqueio de aparelhos utilizados irregularmente nos presídios. Por meio do sistema, as autoridades penitenciárias poderão compartilhar informações técnicas dos dispositivos, incluindo o número de identificação internacional conhecido como Imei.
Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
A ferramenta será disponibilizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em um prazo de até 180 dias. A expectativa é que o compartilhamento desses dados contribua para identificar os aparelhos e reforçar o combate às comunicações clandestinas dentro das unidades prisionais.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar