plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home
PROPRIEDADE INDUSTRIAL

Dono da Cimed é acusado de copiar fórmulas e Luciano Huck é citado no caso

Suavetex acusa João Adibe de utilizar informações técnicas obtidas durante negociação de sociedade para lançar produtos da linha Super; empresa pede indenização

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Dono da Cimed é acusado de copiar fórmulas e Luciano Huck é citado no caso camera João Adibe, dono da Cimed, é acusado de usar fórmulas de produtos da Suavetex sem autorização, enquanto Luciano Huck foi indicado como testemunha no processo. | Divulgação

O empresário João Adibe, presidente e dono da Cimed, é alvo de uma queixa-crime apresentada pela fabricante de produtos de higiene pessoal Suavetex. A empresa acusa o executivo e outros seis integrantes do grupo de utilizar indevidamente fórmulas de seis produtos de higiene bucal desenvolvidas por ela durante negociações para a criação de uma sociedade. A denúncia aponta possíveis crimes contra a propriedade industrial.

Segundo a Suavetex, as formulações foram compartilhadas com a Cimed para viabilizar o registro dos produtos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto previa uma sociedade na qual a fabricante ficaria responsável pela produção dos itens, enquanto a Cimed cuidaria da distribuição e comercialização sob a marca Carmed 12 horas.

CONTEÚDO RELACIONADO

João Adibe, presidente da Cimed, é acusado pela fabricante Suavetex de utilizar sem autorização fórmulas de seis produtos de higiene bucal desenvolvidas durante negociações de uma sociedade.
📷 João Adibe, presidente da Cimed, é acusado pela fabricante Suavetex de utilizar sem autorização fórmulas de seis produtos de higiene bucal desenvolvidas durante negociações de uma sociedade. |Divulgação/Cimed

A fabricante afirma que, depois de receber as informações técnicas, João Adibe comunicou, em agosto de 2025, o cancelamento da marca inicialmente prevista e interrompeu as conversas sobre a parceria. Posteriormente, os mesmos seis produtos teriam sido lançados pela linha Super, utilizando, segundo a acusação, as mesmas composições e os mesmos códigos de barras.

Quer mais notícias nacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.

Negociação de R$ 120 milhões entrou no caso

A petição também relata uma tentativa de aquisição da Suavetex pelo grupo empresarial. Em setembro de 2025, a fabricante teria aceitado uma proposta de João Adibe para a compra de 100% de seu capital por R$ 120 milhões. Durante as tratativas, a Cimed teria recebido uma nova rodada de informações sobre a empresa.

De acordo com a acusação, poucos dias depois da apresentação dos dados, o empresário deixou de responder aos contatos. Em outubro daquele ano, a Cimed teria notificado à Anvisa os seis produtos sob a marca Super, indicando a Icefresh Indústria e Comércio do Brasil Ltda. como fabricante.

A Suavetex sustenta que as informações técnicas foram obtidas mediante a promessa de criação de uma sociedade e posteriormente utilizadas sem sua participação. Na queixa-crime, afirma que os envolvidos teriam atuado de maneira coordenada para obter as formulações e explorar comercialmente os produtos.

Apresentador Luciano Huck é indicado como testemunha

Luciano Huck foi indicado como testemunha em queixa-crime na qual a Suavetex acusa o dono da Cimed, João Adibe, de utilizar indevidamente fórmulas de seis produtos de higiene bucal.
📷 Luciano Huck foi indicado como testemunha em queixa-crime na qual a Suavetex acusa o dono da Cimed, João Adibe, de utilizar indevidamente fórmulas de seis produtos de higiene bucal. |Reprodução/Instagram/Luciano Huck

O processo também menciona a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de uma joint venture envolvendo a Cimed, o Grupo Globo e a Joatinga Capital Ltda., empresa ligada ao apresentador Luciano Huck.

Por integrar o Comitê de Marketing e Mídia da Cilab S.A. e representar a Joatinga Capital, Huck foi indicado pela defesa da Suavetex como testemunha. Roberto Marinho Neto, integrante do mesmo comitê e herdeiro do Grupo Globo, também aparece na relação de testemunhas.

A fabricante solicita indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais, além do ressarcimento dos prejuízos materiais, cujo valor deverá ser calculado posteriormente. A petição ainda menciona uma projeção atribuída a João Adibe de que a categoria de higiene bucal da Cimed poderia alcançar R$ 1 bilhão em vendas ao consumidor em 2026.

O que diz a Cimed

Em posicionamento enviado à imprensa, a Cimed negou irregularidades e afirmou que suas relações comerciais são pautadas pela transparência e pelo cumprimento dos contratos.

A empresa também declarou que decisões judiciais de primeira e segunda instâncias vêm negando pedidos apresentados pela Suavetex. Para a companhia, a queixa-crime representa uma nova tentativa de reverter resultados desfavoráveis na esfera cível.

Sobre a linha Super, a Cimed ressaltou que a marca pertence exclusivamente ao grupo e não integra a joint venture com a Globo nem pertence à Cilab. A companhia acrescentou que a campanha publicitária exibida no BBB 26 foi contratada e paga diretamente por ela.

Por fim, alegando que o processo está em andamento e tramita sob segredo de justiça, a empresa informou que não comentará os demais pontos da acusação. As denúncias apresentadas pela Suavetex ainda dependem de apuração judicial.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!