Para cerca de 300 entrevistados em uma pesquisa realizada pelo instituto de consultoria Accenture nos EUA, Reino Unido e Irlanda, o software livre é mais seguro e tem mais qualidade. Poucas empresas, entretanto, pretendem retribuir com alguma contribuição para o desenvolvimento do software.
Os investimentos nesse tipo de software devem ser maiores em 2010 do que em 2009 em 69% das empresas consultadas, e 38% diz ter planos de migrar seus sistemas críticos para tecnologias open source. Com mais de 76% de aprovação, a qualidade das soluções de código aberto é apontada como principal fator para a adoção, e não a economia: somente um terço dos consultados acredita que o custo inicial de programas de código aberto é mais baixo. Porém, 71% aponta que os custos de manutenção podem ser menores.
Entre as desvantagens, estão a falta de padrões reais, destaca o site Network World. Quanto a treinamento e capacitação, empresários do EUA e Reino Unido discordam. No Reino Unido, quase metade diz que isso é um problema, enquanto nos EUA esse problema nem aparece nos resultados.
A pesquisa divulgada não deixa claro se houve distinção entre programas de código aberto, que podem sofrer restrições de distribuição e ter o código fechado, e software livre, que assegura a abertura eterna do código e coíbe juridicamente qualquer uso indevido. Também não há clareza quanto aos tipos de softwares que são adotados nas empresas.
Mas, pelo menos para os ativistas de software livre, a pesquisa traz um dado negativo: somente 29% das instituições planejam contribuir com a comunidade, divulgando suas melhorias no código do programa original. A pesquisa pode ser acessada pelo atalho http://alturl.com/bqziu. (Geek)
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