A concentração de renda caiu no Brasil entre 2008 e 2009, mas em ritmo menor que entre 2005 e 2008, de acordo com um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta terça-feira.
O instituto concluiu que a desaceleração se deve aos efeitos da crise econômica mundial e não a uma tendência de estagnação. Ainda segundo o levantamento, medidas de combate à recessão, como aumento do salário mínimo, reduziram os reflexos negativos.
De acordo com a pesquisa, a pobreza em 2009 representava meio salário mínimo, ou R$ 232,50. Ela reduziu 64% em relação a 1995 e a pobreza extrema 44%.
Para o Ipea, o período entre 1995 e 2009 pode ser dividido em três momentos. Até 2001, não houve grandes mudanças, observadas como tendência nos quatro anos seguintes. A grande movimentação ocorreu entre 2005 e 2009, quando o Brasil passou a ter “grandes aumentos de renda” e queda na desigualdade.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a desigualdade do país chegou a 0,537 no Índice de Gini em 2009. O indicador vai de zero a um, sendo um a desigualdade absoluta. O relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) do mesmo ano colocou a Namíbia como país mais desigual, com taxa de 0,743, e a Dinamarca como o menos desigual, com índice de 0,247. (eBAND)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar