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Dispensado testemunho de 4 delegados no caso Bruno

A juiza Marixa Fabiane Lopes, da Comarca de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) decidiu na noite desta quinta-feira dispensar os delegados de polícia Edson Moreira, Ana Maria Santos, Alessandra Wilke e Wagner Pinto de prestar depoimen

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A juiza Marixa Fabiane Lopes, da Comarca de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) decidiu na noite desta quinta-feira dispensar os delegados de polícia Edson Moreira, Ana Maria Santos, Alessandra Wilke e Wagner Pinto de prestar depoimento como testemunhas de defesa do goleiro Bruno Fernandes de Souza e mais nove presos acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Eles seriam ouvidos na sexta-feira.

A magistrada acatou o pedido do Ministério Público para que os quatro delegados não fossem ouvidos como testemunhas (quando há o juramento de falar apenas a verdade) ou informantes (sem juramento e com possibilidade de se negar a responder) no processo. Marixa usou o exemplo do depoimento do delegado Julio Wilke, na última sexta-feira, quando ele apenas repetiu as informações que constam no inquérito de Delegacia de Homicídios.

Para a magistrada, a dispensa é para que não haja informações "distorcidas", já que os delegados passariam horas respondendo perguntas e, durante a audiência, poderiam cair em contradição, o que travaria o processo. Com isso, a audiência será retomada amanhã, às 8h30, com o depoimento de sete testemunhas de defesa.

Nesta quinta-feira, a juíza ainda negou o pedido do advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, para que o processo fosse desmembrado. Ele queria que seu cliente, acusado de ser o executor de Eliza, fosse julgado separadamente. O defensor ainda havia solicitado o relaxamento de prisão de todos os presos, pedido que também foi negado pela juíza. A justificativa dela é que a prisão dos acusados é necessária para a "manutenção da ordem pública".

Hoje, na continuação de uma audiência do caso iniciada na semana passada, foram ouvidos o policial Sirlan Versiani e a mulher do caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas (MG), ambos testemunhas de acusação. (DOL com informações Terra)


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