Os sindicatos das empresas aéreas e dos funcionários acreditam em um acordo que possa evitar a greve anunciada para o dia 23 de dezembro. Segundo o comandante Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, as categorias já falam em reduzir o porcentual de reajuste salarial solicitado às companhias para 10% contra os 15% pedidos anteriormente.
“Não há como pagar esse aumento de dois dígitos, pois coloca em risco a saúde financeira das empresas”, diz o comandante.
Segundo ele, vários profissionais estão afirmando que não vão aderir ao movimento, o que dá às empresas certa tranquilidade para os próximos dias.
Porém, de acordo com Carlos Camacho, diretor do Sindicato Nacional dos aeroviários, as empresas ganharam muito dinheiro nos últimos anos e podem pagar um reajuste de dois dígitos, como querem os funcionários.
Segundo ele, os trabalhadores estão à disposição para negociação, mas o comportamento das companhias está irredutível. Camacho garante que, caso a greve seja efetivada, a lei será respeitada e 30% dos funcionários estarão em atividade para garantir alguns voos.
(eBand)
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