A Justiça começa a ouvir nesta segunda-feira as testemunhas de acusação e defesa do processo contra o pai e a madrasta da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, que morreu vítima de meningite em agosto de 2010, depois de ficar 26 em coma no Rio de Janeiro.
André Rodrigues Marins, que está preso desde 25 de outubro de 2010, e a madastra Vanessa Maia, que responde ao processo em liberdade, foram denunciados por tortura e homicídio qualificado.
A Justiça pretende ouvir 36 testemunhas de acusação e defesa. A médica Cristiane Marcenal Ferraz, mãe de Joanna, afirmou que ainda não recebeu a intimação para depor no caso. Ela confirmou a presença nesta primeira audiência.
O caso
Joanna morreu no dia 13 de agosto em decorrência de uma meningite viral desenvolvida a partir de herpes, ela havia sido internada três vezes no Hospital Rio Mar, no Rio de Janeiro. No local, a menina foi atendida pelo falso médico Alex Sandro da Cunha, estudante de medicina, que assinava com o nome de André Lins de Almeida.
Além do atendimento feito pelo falso médico, a menina também apresentava sinais de maus tratos. Hematomas e ferimentos semelhantes a queimaduras chamaram a atenção dos médicos e da mãe da menina, Cristiane Marcenal Ferraz.
A guarda da criança era disputada na Justiça desde 2007 e na época da morte ela estava com o pai. (eBAND)
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