Em Teresópolis, o medo de novos deslizamentos preocupa quem escapou por pouco da tragédia. As equipes de resgate não têm descanso e as buscas por corpos já duram seis dias.
A perplexidade deixa os moradores de Teresópolis anestesiados. Já se passaram seis dias, mas parece que a tempestade foi ontem. Em cada rosto uma dimensão da tragédia. Isabel nos mostra a papelaria onde trabalhava, completamente destruída. Foram levados pela lama R$ 290 mil em mercadorias. Mas isso não foi o pior para Isabel. Ela perdeu a filha na tragédia.
A dor de Isabel é igual a de tantas outras pessoas. Na estrada que liga Teresópolis a Nova Friburgo muita lama. Na região a enxurrada deixou imagens difíceis de se apagar. Pela primeira vez uma equipe de reportagem chega por terra ao alto do bairro Vieiras. Luiz Teles tenta descrever o que foi a madrugada de quarta-feira. Abalado, ele fala que o barulho da tempestade se confundiu com o grito de dor e socorro das famílias que não conseguiram se salvar.
Bandeiras vermelhas foram colocadas pelos moradores para sinalizar que ainda existe risco de novos deslizamentos. Mas isso não impede que o trabalho de resgate continue. Os bombeiros procuram por mais corpos que ainda podem estar soterrados. (eBAND)
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