A apicultura nacional virou a página de uma história de produção incipiente e limitada ao consumo local, para um cenário atual no qual o Brasil desponta como o 11º mais importante produtor mundial e o 5º em exportação. O mel brasileiro é hoje cobiçado pelos principais mercados internacionais, por ser livre de defensivos e pelo excelente padrão de qualidade.
Em 10 anos, a produção triplicou e as exportações deram um salto de mais de 9 mil por cento, segundo dados da CBA (Confederação Brasileira de Apicultura). Isso se deve a uma combinação de fatores, que vão desde o recente embargo do mel chinês no mercado mundial, até a crise que quase causou o extermínio de colmeias americanas e europeias, passando por um crescente investimento governamental.
Só a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) destinou nos últimos oito anos cerca de R$ 6,6 milhões para projetos de infraestrutura e pesquisas no setor.
A revolução da cultura apícola nas últimas décadas tem no Nordeste seu principal exemplo de mudança. O Piauí é hoje um dos principais centros de produção de mel do País e, em 2009, foi o segundo exportador nacional, segundo dados do IBGE.
Tradicionalmente, as regiões Sudeste e Sul detinham essa cultura desde o século 19, com a introdução no Brasil das primeiras abelhas vindas da Europa, no Rio de Janeiro. Hoje, as duas regiões ainda figuram entre os principais produtores, mas o avanço nordestino tem sido vertiginoso. A região é a que tem mais estados na lista dos 10 principais exportadores brasileiros, na média dos últimos cinco anos: São Paulo (1º), Piauí (2º), Ceará (3º), Rio Grande do Sul (4º), Santa Catarina (5º), Paraná (6º), Rio Grande do Norte (7º), Minas Gerais (8º), Bahia (9º) e Maranhão (10º). (DOL, com informações do Ministério da Ciência e Tecnologia)
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