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Liga pede criação de brigada na Cidade do Samba

Dois dias após o incêndio na Cidade do Samba, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu pedir ontem ao Governo do Estado do Rio de Janeiro a criação de uma brigada permanente do Corpo de Bombeiros no local. O diretor de Carnaval da entidade

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Dois dias após o incêndio na Cidade do Samba, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu pedir ontem ao Governo do Estado do Rio de Janeiro a criação de uma brigada permanente do Corpo de Bombeiros no local. O diretor de Carnaval da entidade, Elmo José dos Santos, agora quer "redimensionar" o sistema antifogo, que não foi suficiente para debelar o incêndio de segunda-feira.

Há cerca de dois meses o Corpo de Bombeiros comunicou à Liesa problemas de vazamento nas tubulações que abastecem de água os sprinklers (chuveiros automáticos), disse Elmo. Segundo ele, a prefeitura e a construtora Delta, que ergueu a Cidade do Samba, foram comunicadas sobre o problema. "Os responsáveis por essa manutenção, a Riourbe e a construtora, vieram fazer reparos. Mas tecnicamente não posso dizer o que aconteceu e que tipo de reparos foram feitos. Mas garanto que tudo foi acionado durante o incêndio", disse Elmo.

O Ministério Público do Rio instaurou ontem um inquérito civil para apurar as causas do incêndio na Cidade do Samba, que destruiu o barracão da Grande Rio e também afetou os galpões da União da Ilha e da Portela. Segundo o MP, a instauração do inquérito considerou não só a ocorrência de danos ao patrimônio público, como também indícios de que o acidente teria ocorrido por falhas no sistema preventivo de incêndios. O fato levou o Corpo de Bombeiros a lavrar um auto de interdição dos barracões atingidos.

TRABALHO

Amanhã, a Acadêmicos do Grande Rio deve retomar os trabalhos no Galpão 7, cedido pela Ilha do Governador. Os presidentes das chamadas alas comerciais da Grande Rio, cujos ateliês ficam fora da Cidade do Samba, não se cansam de atender telefonemas de foliões de outros Estados preocupados com as fantasias. "No barracão, apenas as fantasias das alas de comunidades são confeccionadas. No caso das alas comerciais, nas quais os integrantes pagam para desfilar, os ateliês são em outros lugares. Estão me ligando de todo o Brasil e até do exterior para saber se está tudo bem", contou o professor Joaquim Horácio de 47 anos, diretor da Ala `Tuiuiú', que possui 15 componentes, entre eles paulistas, argentinos, suíços e ingleses.

Alguns diretores da ala acreditam que o incêndio deve apenas aumentar a garra dos componentes. "Não houve nenhuma desistência. As pessoas me ligam e perguntam sobre as fantasias, mas sempre dizem que desfilariam até de sunga", ressaltou Antônio Trabachini, diretor da Ala `Amar é'.

REEMBOLSO

A Liesa informou que vai devolver o dinheiro do ingresso para quem ficou insatisfeito com a troca da data dos desfiles da Mocidade e Portela. Como as três escolas afetadas desfilariam na segunda-feira, decidiu-se transferir a Portela para domingo. Com isso, a Mocidade passou para segunda-feira.

O reembolso pode ser pedido apenas pela pessoa que comprou o ingresso, até o dia 21, por meio da Central de Vendas (0XX21-2233 -8151). Não é possível trocar ingressos. A Liesa informou que montou um cadastro com nomes de pessoas interessadas nos ingressos devolvidos, mas sem garantia de troca. "Vamos anotar o nome, sem compromisso ou garantia de que haverá troca", disse Heron Schneider, coordenador de vendas da Liesa.

(Agência Estado)

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