Uma semana após o massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que a campanha do desarmamento, antecipada de julho para maio, vai comprar as armas dos proprietários e ainda estuda o caminho jurídico para adquirir também munições. Cardozo evitou, no entanto, se manifestar sobre a proposta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de repetir neste ano o plebiscito sobre o desarmamento. Em 2005, a consulta popular rejeitou a proibição do comércio de armas de fogo no País.
PF EM AÇÃO
Cardozo disse que a Polícia Federal (PF) tem papel de “auxílio” à Polícia Civil do Rio, responsável pelas investigações do assassinato de 12 crianças e tentativa de homicídio de outros 12 alunos. Segundo o ministro, as investigações indicam que o assassino, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, agiu sozinho. “A informação que me foi passada é que foi um ato de uma pessoa, infelizmente não no seu juízo perfeito, e que não tem ligação organizativa com ninguém”, disse o ministro.
Cardozo reconheceu que o número insuficiente de policiais federais e que as falhas no controle das fronteiras dificultam a repressão ao tráfico de armas, mas disse que o governo tenta superar essas carências com eficiência de gestão e com ações integradas tanto entre os Estados como com os países que fazem fronteira com o Brasil. (AE)
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