No mês de março deste ano, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), detectou 46 quilômetros quadrados de área devastada na Amazônia Legal em março deste ano. O número representou uma redução de 39% com relação ao mesmo período de 2010, quando o desmatamento registrado somou 76 quilômetros quadrados.
Os números foram divulgados pelo Imazon na tarde de hoje (30), no Boletim Transparência Florestal da Amazônia Legal de março de 2011. Segundo o documento, desse total referente a março deste ano, foi registrado apenas 2% de área desmatada no Pará, representando um dos menores índices. Outras devastações foram registradas em Roraima (2%), no Acre (4%), no Mato Grosso (23%) e em Rondônia, que apresentou 69%, o maior índice de desmatamento no período.
O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a março de 2011, correspondendo aos oito primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 972 quilômetros quadrados. Houve uma ligeira redução de 3% em relação ao mesmo período anterior (agosto de 2009 a março de 2010) quando o desmatamento somou mil quilômetros quadrados.
As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 299 quilômetros quadrados em março de 2011. Em comparação com março de 2010, quando a degradação somou 220 quilômetros quadrados, houve aumento de 35%. A maioria (73%) dessa degradação ocorreu em Mato Grosso seguido de longe por Rondônia (27%).
A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a março de 2011 totalizou 4.056 quilômetros quadrados. Em relação ao período anterior (agosto de 2009 a março de 2010) houve aumento expressivo (225%) quando a degradação florestal somou 1.248 quilômetros quadrados.
Segundo o Boletim divulgado, foi possível monitorar com o SAD somente 19% da área florestal na Amazônia Legal em março de 2011. Os outros 81% estavam cobertos por nuvem o que dificultou o monitoramento na região principalmente no Pará e Mato Grosso, que tiveram 93% e 80% da área florestal coberto por nuvens, respectivamente.
(Soraya Wanzeller/DOL, com informações do Imazon)
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