Após ter oscilado levemente durante todo o pregão, a Bovespa fechou,ontem, em queda de 0,41%, aos 65.819,62 pontos, descolada de Nova York. A ausência de notícias relevantes nas últimas semanas - para o bem ou para o mal - impede que a Bolsa se afaste do intervalo de 65 mil a 66 mil pontos, que vem sendo perseguido desde o começo deste mês.
Para se ter uma ideia, no ano a Bolsa acumula ganho de 15,97%, mas 11,13% desse avanço foi registrado somente em janeiro. Ou seja, em fevereiro a Bolsa ostenta valorização bem menor do que a verificada no primeiro mês do ano, de 4,36%. Ontem, o empate veio do exterior, onde a Europa contribuiu com o noticiário negativo e os EUA, com o positivo.
“A Bolsa está sem fôlego, ela subiu muito em janeiro e agora o investidor está realizando um pouco, porque não tem nada de novo acontecendo. A Bolsa precisa de um bom motivo para continuar sua escalada”, disse um operador.
Na mínima, o Ibovespa atingiu 65.590 pontos (-0,76%) e, na máxima 66.329 pontos (+0,36%). O giro financeiro ficou em R$ 6,492 bilhões, abaixo da média diária mensal de R$ 8,854 bilhões O volume menor indica que o investidor está um pouco mais cauteloso, na avaliação do operador de Bolsa da HCommcor DTVM Rafael Dornaus. “Aprovaram o pacote na Grécia, mas ainda há muitas incertezas. Por isso, o investidor prefere adotar cautela”, disse.
Logo cedo, a Comissão Europeia divulgou que revisou para baixo sua previsão para o PIB do bloco este ano, afirmando que a região deve registrar contração de 0,3%. A notícia fez as bolsas europeias fecharem em queda. O Ibovespa acompanhou o sinal negativo na abertura dos negócios e só mudou de direção temporariamente, por volta das 11h30, quando nos EUA foram divulgados os dados semanais de auxílio-desemprego um pouco melhores do que o esperado. No entanto, a Bolsa não se sustentou e logo voltou para o campo negativo, sem acompanhar a virada das bolsas norte-americanas.
CÂMBIO
O Banco Central fez dois leilões de compra de dólar ontem, um no mercado futuro e outro no à vista, e conseguiu tirar o dólar do terreno negativo em que havia estacionado nas últimas três sessões. O dólar à vista fechou com alta de 0,29%, a R$ 1,7110 no balcão, após acumular baixa de 1,04% no período mencionado.
Na BM&F, o dólar spot encerrou na máxima do dia, a R$ 1,7116, com ganho de 0,35%. No mercado futuro, às 16h37, o dólar para março de 2012 avançava 0,38%, para R$ 1,7155. A valorização ocorreu com aumento do volume de negócios. (Agência Estado)
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