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Maia diz que é muito cedo para falar de sucessão

O presidente da República em exercício, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que “é muito cedo” para falar da sucessão no Senado Federal. Conforme informou a reportagem, a presidente Dilma Rousseff quer que seu ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, um

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O presidente da República em exercício, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que “é muito cedo” para falar da sucessão no Senado Federal. Conforme informou a reportagem, a presidente Dilma Rousseff quer que seu ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, um expoente do grupo do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), reassuma o mandato de senador para concorrer ao cargo.

Antes da coletiva de imprensa de Marco Maia, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, divulgou nota em que afirma que não “têm qualquer fundamento as notícias divulgadas nos últimos dias atribuindo ao Executivo Federal uma suposta intenção de patrocinar candidato à presidência do Senado Federal”.

“Não há essa articulação, não ouvi de nenhum integrante do governo qualquer movimento seja na direção do ministro Edison Lobão ou de qualquer integrante do Senado com relação à sucessão, no Senado ou na Câmara, é muito cedo para falar desse assunto”, disse Marco Maia.

“Na Câmara não estamos falando sobre isso também em nenhum momento, não há nenhuma intenção nem do governo nem nossa, dos parlamentares, de tratar sobre esse assunto nesse momento, são duas questões que dizem respeito ao Senado e à Câmara, tenho a certeza que, no devido tempo, as duas Casas farão o debate da melhor maneira possível.”

De acordo com Maia, ainda não há uma data definida para a votação da Lei Geral da Copa. “Daqui a pouco vou conversar com algumas lideranças ruralistas (que têm vinculado a votação da Lei Geral da Copa à do Código Florestal), pode-se chegar a um entendimento muito rápido para isso, mas ainda vai ter de ter alguns diálogos”, comentou.

Sobre o código, o petista afirmou que “ajustes precisam ser feitos” no projeto de lei aprovado no Senado Federal.
Questionado se estava aproveitando a passagem pela Presidência da República para apaziguar os ânimos da base aliada, Maia respondeu: “Estamos conversando muito no sentido de encontrar um caminho que viabilize as votações na Câmara dos Deputados e do próprio Senado e possa dar a tranquilidade e as garantias que o governo quer para a votação do Código Florestal. O fato de assumir interinamente não tira a minha responsabilidade como deputado federal e presidente da Câmara de estar dialogando com as forças políticas”.

O ARTICULADOR
Marco Maia exerceu a tarefa de articulador legislativo. Desde a manhã, ele tem se reunido com os líderes em busca de um acordo para retomar as votações na Câmara, depois da interrupção na semana passada motivada pela crise envolvendo o governo e a base parlamentar da presidente Dilma Rousseff. O café da manhã foi com o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o almoço, com os líderes da oposição, Bruno Araújo (PSDB-PE) e Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA). (Diário do Pará)

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