Quase 200 pessoas se reuniram por volta das 12 horas de ontem junto ao Cemitério da Consolação, no centro de São Paulo, para iniciarem uma manifestação sobre a ditadura militar, organizada pelo Cordão da Mentira. Composto por ativistas políticos, grupos de teatro e sambistas de diversos grupos e escolas da capital paulista, o Cordão da Mentira questiona o “real fim” do movimento repressivo militar. A data foi escolhida porque no domingo foi comemorado o Dia da Mentira e no sábado foram relembrados os 48 anos do Golpe Militar de 1964.
“Oficialmente, o período da ditadura acabou. Porém, o Brasil é o único país da América Latina que não julgou os criminosos da ditadura. Como não tivemos esse julgamento, temos ‘heranças’, marcas ainda presentes de repressão e violência contra movimentos sociais e o direito de livre expressão”, declarou à Agência Estado, por telefone, uma das integrantes da organização da manifestação, Priscila Oliveira.
Para outro integrante da organização, Fábio Franco, a intenção do Cordão da Mentira é recordar a participação civil no período ditatorial e apontar como o Estado Democrático ainda não estaria totalmente consolidado no País. “É um movimento estritamente pacífico, não utilizaremos provocações diretas”, disse Franco.
Às 12h20, havia cerca de 200 pessoas no local de concentração, no Cemitério da Consolação. (AE)
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