O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou ontem ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que não poderá dar acesso a pontos do inquérito da Operação Monte Carlo, que trata do envolvimento de parlamentares no esquema comandado pelo empresário de jogos de azar, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, por se tratar de assunto sigiloso, protegido por lei. A informação é do corregedor-geral do Senado, Vital do Rego (PMDB-PR), que se reuniu com Sarney e o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros, para tratar da indicação do presidente do Conselho de Ética, que vai avaliar a abertura de processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um dos suspeitos de envolvimento com Cachoeira.
O atual vice-presidente do Conselho, senador Jaime Campos (DEM-MT), alegou que se sente impedido de assumir a presidência do órgão para julgar Demóstenes, por se tratar de um ex-colega de partido.
Vital disse ter sido convidado por Renan para assumir a presidência do Conselho, mas antes quer ver se pode permanecer na corregedoria. O presidente do Senado disse que impreterivelmente o Conselho de Ética será instalado amanhã.
Quanto a decisão do STF de negar acesso a informações do inquérito da Operação Monte Carlo, Vital do Rego disse que a mensagem será lida hoje à tarde em plenário.
LIBERDADE
A defesa de Cachoeira pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determine a sua libertação. Preso em fevereiro durante a operação Monte Carlo, Cachoeira está atualmente no presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Advogado do empresário, o ex-ministro da Justiça no governo Lula Márcio Thomaz Bastos protocolou um pedido de habeas corpus no STJ.
A defesa do empresário já tentou outras vezes libertá-lo da prisão, mas até agora não obteve sucesso. Em março, o Tribunal Regional Federal (TRF) rejeitou um pedido de soltura de Cachoeira. O Ministério Público Federal posicionou-se contra o requerimento argumentando que a prisão era necessária para garantir a ordem pública.
O Ministério Público também alegou que a suposta exploração de jogos ilegais teria ocorrido de forma contínua ao longo de mais de uma década. (AE)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar