Depois de submergir por uns dias e ainda sob o impacto das gravações comprometedoras da Polícia Federal, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) apareceu de surpresa na reunião do Conselho de Ética que julgará a acusação de quebra de decoro parlamentar contra ele, acusado de envolvimento com o empresário do ramo de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Assim que foi aberta a sessão, o senador pediu a palavra para dizer que provará sua “inocência” durante o processo, mas pediu respeito ao regimento da Casa.
Demóstenes alegou que a escolha do presidente da comissão, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), poderia ser questionada como irregular porque não houve, segundo o parlamentar, eleição em sessão secreta para o cargo. O senador goiano, porém, disse que não alegará qualquer nulidade do processo e que pretende rebater as acusações no mérito.
“Pode parecer uma filigrana”, afirmou. “Eu quero provar a minha inocência é no mérito, até agora não tive a oportunidade de me defender. Provarei que sou inocente”, afirmou. (AE)
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