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Dilma nomeia 3 para a Comissão de Ética

Depois de censurar o trabalho da Comissão de Ética Pública da Presidência, a presidente Dilma Rousseff oficializou ontem a troca de integrantes do órgão. Foram escolhidos para o colegiado Antônio Modesto da Silveira, Marcello Alencar de Araújo e Mauro de

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Depois de censurar o trabalho da Comissão de Ética Pública da Presidência, a presidente Dilma Rousseff oficializou ontem a troca de integrantes do órgão. Foram escolhidos para o colegiado Antônio Modesto da Silveira, Marcello Alencar de Araújo e Mauro de Azevedo Menezes.

A presidente deixou de reconduzir três conselheiros cujos mandatos acabaram este ano, o que vinha impedindo o funcionamento da Comissão por falta de quorum. O colegiado, composto por sete membros, só pode funcionar com o mínimo de quatro votos. Entre os vetados estão os conselheiros Marília Muricy, que recomendou a demissão do ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi (PDT-RJ), no ano passado, e Fábio Coutinho, que comandou a investigação contra o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.

Dilma se irritou em particular com Marília, por ter tomado conhecimento pela imprensa da recomendação pelo afastamento de Lupi. Coutinho, cujo relatório tornou insustentável a permanência de Palocci no governo, também defendeu a pena de advertência ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, acusado de tráfico de influência e enriquecimento ilícito quando prefeito de Belo Horizonte.

Especialista em direito administrativo, Marcello Alencar de Araújo foi procurador-geral do governo do DF de 1995 a 1998, levado pelo governador Cristovam Buarque (PDT-DF), à época filiado ao PT. Membro da carreira de defensor do GDF, ele acumula a função com a de sócio do escritório do advogado Sigmaringa Seixas, pai do ex-deputado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas (PT).

Apesar de cultivar antigas relações com dirigentes petistas do DF, Araújo disse ao Grupo Estado que nunca foi filiado ao partido ou a qualquer outra legenda. Afirmou também que não levará em conta a cor partidária na hora de tomar decisões sobre violação da ética no serviço público. "Vou cumprir rigorosamente o que manda a Constituição: zelar pela moralidade e impessoalidade no trato da coisa pública".

Araújo disse ter recebido a nomeação "com enorme prazer como servidor e advogado" e explicou que não pretende reinventar a roda no exercício da função.

(AE)

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