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Mercadante diz que a Casa Civil é mal compreendida

Em uma esvaziada cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que a pasta lida com “espinhosas missões” e é “frequentemente mal compreendida”. O ministro também disse que a sua gestão será discreta e pe

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Em uma esvaziada cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que a pasta lida com “espinhosas missões” e é “frequentemente mal compreendida”. O ministro também disse que a sua gestão será discreta e pediu que os demais colegas na Esplanada enfrentem juntos os “grandes abacaxis que temos pela frente”.

“A Casa Civil é, no nosso sistema presidencialista, uma pasta ímpar, e frequentemente mal compreendida”, discursou Mercadante, que substitui Gleisi Hoffmann. Entre as responsabilidades críticas da Casa Civil, destacou Mercadante, estão a coordenação de ações do governo e o monitoramento da gestão.

“Minha gestão no comando da Casa Civil combinará discrição com trabalho, trabalho e mais trabalho - a imprensa que se prepare. Também me apoiarei na minha antecessora, a senadora Gleisi Hoffmann, que, com grande dedicação e espírito republicano, desincumbiu-se com muita eficiência das espinhosas missões inerentes a esta pasta”, comentou.

A Casa Civil é o terceiro ministério de Mercadante no governo Dilma - antes, ele assumiu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e, depois, foi para a Educação. Na primeira etapa da reforma ministerial deste ano, Dilma também fez trocas na Educação, Saúde e Secretaria de Comunicação Social.

Na cerimônia de transferência do cargo, Mercadante disse que o Brasil vai realizar “uma grande” Copa do Mundo de Futebol. “O Brasil, que disputou todas as Copas do Mundo e sempre foi muito bem acolhido, saberá realizar uma grande Copa, demonstrando talento e eficiência”, disse.

O ministro também afirmou que o Brasil tem se destacado pela força da sua democracia e lembrou que a presidente Dilma Rousseff esteve atenta às manifestações da sociedade, propondo cinco pactos em áreas como transporte, saúde e reforma política.

“Os pactos propostos pela presidente estão respondendo às inquietações das ruas”, defendeu. Ele também disse que o governo está empenhado em dar transparência as suas ações e em combater a “chaga histórica da corrupção”, disse.

Por último, o novo ministro da Casa Civil prometeu assegurar o andamento dos programas prioritários para o governo. Ele encerrou o discurso conclamando os demais ministros a trabalhar resolver os “abacaxis” que terão pela frente.

Gleisi

Em seu discurso de despedida da Casa Civil, a ex-ministra Gleisi Hoffmann disse que, à frente da Casa Civil, buscou um diálogo com os demais ministros, empresários, sindicatos e com os líderes políticos do Congresso.

Gleisi ressaltou que o governo inaugurou um novo modelo de investimento com as concessões e defendeu que “é possível equilibrar retorno de investimento com obras em prazos mais curtos”. “Não é fácil fazer mudanças, os interesses contrários se manifestam com estridência. Nem todos os interesses são conciliáveis”, comentou.

Sobre as ações em ferrovias, ela disse que o novo modelo não permitirá mais a existência de monopólios no setor. Também destacou que “é preciso apostar nas mudanças” e defendeu as medidas do governo Dilma, dizendo que a presidente tem atuado em favor do interesse coletivo.

PMDB

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, disse que “não houve conversas conclusivas” entre a presidente Dilma Rousseff e lideranças do PMDB. Na noite de segunda-feira, Dilma se reuniu com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, por quase seis horas, em uma nova tentativa de definir o espaço do PMDB no primeiro escalão do governo.

A reunião no Planalto foi dividida em duas partes: na primeira, Dilma e Temer avaliaram os problemas entre o PT e o PMDB para a formação dos palanques nos Estados. Depois, foram chamados o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), além do líder do PMDB no Senado, Eduardo Braga (AM). Os peemedebistas seguiram posteriormente para o Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer, para nova reunião do partido.

“Não houve conversas conclusivas (entre a presidente Dilma Rousseff e o PMDB). As conversas continuam”, disse Traumann, ao final de encontro com jornalistas que cobrem a Presidência da República.

(AE)

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