O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fez hoje (20) um ato contra ações do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que pretende investigar o movimento. A manifestação, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), reuniu cerca de 8 mil pessoas segundo os organizadores - 4 mil de acordo com a Polícia Militar (PM).
“Este ato está ocorrendo hoje porque no último mês o MTST tem recebido ataque brutal de setores da mídia, que têm buscado criminalizar o movimento, mas também do MP-SP, que entrou com três ações contra o MTST, alegando que o movimento fura a fila da política habitacional”, disse o coordenador do movimento, Guilherme Boulos.
No final de julho, em ação civil pública, o promotor Maurício Ribeiro Lopes, da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, disse que o movimento é "oportunista" e tem sido privilegiado pela prefeitura na fila habitacional da cidade.
“Cada um que conhece a política de habitação deste país sabe que, de fato, existem privilegiados, mas esses privilegiados, infelizmente, não são os movimentos populares. Os privilegiados são as grandes empreiteiras, que levaram mais de 98% dos recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida”, ressaltou Boulos.
Após o ato, o MTST seguiria em marcha até a sede do MP-SP, no centro da cidade. Os manifestantes pretendiam entregar uma série de denúncias para serem apreciadas pelos promotores. “Não temos problema que investiguem o MTST, porque quem não deve não teme. Mas nós queremos que esse mesmo MP tenha coragem de entrar com ações contra a especulação imobiliária, construtoras, e nós estamos levando seis denúncias para serem protocoladas”, disse Boulos.
(Agência Brasil)
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