O mercado de combustíveis no Brasil fechará 2014 com um volume total de 132,9 bilhões de litros, com crescimento de 5,6%, em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes).
Os números incluem dados já registrados de janeiro a outubro, e estimativas referentes a novembro e dezembro. É um número bastante forte considerando o desempenho da economia como um todo, afirmou o presidente executivo do Sindicom, Alisio Vaz.
Na mesma comparação, o consumo de óleo diesel fechará 2014 com um volume da ordem de 59,9 bilhões de litros, com crescimento de 2,4% em relação ao observado no ano anterior.
O consumo de gasolina C (comercializada nos postos com adição de etanol) também apresenta alta de 7,1%, totalizando 44,3 bilhões de litros.
O mercado de etanol hidratado deve fechar o ano com um volume total de 13 bilhões de litros, com aumento de 10,4% em relação a 2013.
Nas mesma comparação, o mercado de gás natural veicular (GNV) deve apresentar um recuo de 3,1%, fechando 2014 com 1,8 bilhões de metros cúbicos.
De acordo com o Sindicom, as vendas de combustíveis de aviação (querosene de aviação e gasolina de aviação) fecharão o ano em 7,5 bilhões de litros, com alta de 3,5% frente 2013.
Na mesma comparação, o consumo de óleo combustível crescerá 26,5%, para 6,3 bilhões de litros.
O Sindicom indicou, ainda, que a frota de veículos leves deve fechar 2014 com um número total de 35,2 milhões de unidades, com uma alta de 2,8% em relação ao ano passado.
PREÇO BAIXO
Os preços do petróleo caíram 45% desde junho no mundo, com a venda generalizada ganhando ritmo após a Opep (organização dos países exportadores) decidir, no mês passado, manter sua meta de produção.
Para a AIE (Agência Internacional de Energia), caso a Opep mantenha seus níveis de produção, o excesso de oferta global chegará a 2 milhões de barris por dia na primeira metade de 2015, quando a demanda estará fraca por fatores sazonais.
A AIE cortou sua perspectiva para o crescimento da demanda em 2015 e prevê que o aumento na oferta de países de fora da Opep vai agravar o excesso, pressionando ainda mais os preços.
CONSEQUÊNCIAS
A queda nos preços do petróleo cru para perto dos US$ 60 por barril coloca em risco futuros projetos, o que privaria o mundo de 7,5 milhões de barris diários de petróleo em produção nova, pelos próximos 10 anos --ou o equivalente a 8% da demanda mundial por petróleo.
Projetos em fronteiras de produção, como as águas profundas do Golfo do México, dependem de preços elevados para o petróleo e podem não ser economicamente viáveis com o petróleo a US$ 60 por barril.
(Folhapress)
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