Com objetivo de colocar a Polícia Militar mais próxima do cidadão, foi inaugurada hoje (24), no Rio, a Companhia de Polícia de Proximidade (Cipp). É a primeira unidade desse tipo de policiamento na cidade. Ela está instalada na Praça Verdun, no bairro do Grajaú, na zona norte, e abrangerá também as regiões do Andaraí, de Vila Isabel e parte da Tijuca.
São 120 policiais, entre praças e oficiais, e, segundo o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a ideia é levar a segurança pública com o policial mais próximo dos moradores, como já ocorre nas comunidades com as unidades de Polícia Pacificadora (UPP). “Vamos fazer aqui. Vamos levar para Niterói. Tem outros bairros que a gente quer avançar com essa polícia de proximidade, e continuar a ver onde se desloca essa mancha criminal, e combater”, disse.
Os policiais que vão atuar na Cipp passaram por um curso de capacitação para aprender as técnicas de proximidade, de procedimentos operacionais para solução de problemas e de diálogo com o cidadão. O foco da atuação policial será, principalmente, o policiamento a pé. À noite, as rondas continuam com viaturas e motocicletas.
Para o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, o importante é buscar soluções e os resultados obtidos serão analisados e aprimorados. "Eu sempre digo que a gente, quando lança um projeto, não se tem garantia, e nunca vai se ter garantia, de que tudo vai funcionar como a gente quer. Mas a polícia tem que fazer o seu trabalho, e ela está fazendo o seu trabalho. É por ela está fazendo o seu trabalho, e está obtendo resultados positivos, é que nos permite falar e dizer exatamente tudo que a polícia sofre e a carga de trabalho que a polícia tem", disse.
Moradores do Grajaú relataram que os assaltos na região são constantes a qualquer hora do dia. "Uma senhora acabou de ser assaltada aqui perto, é isso todo dia. Em 2013, meu apartamento foi invadido e levaram tudo. Eu vim para mostrar que estou insatisfeito com o atual policiamento, mas como todo brasileiro não desiste nunca, eu tenho esperança que isso mude. O Rio de Janeiro é grande, o policiamento é pouco, o investimento é pouco, diante de toda criminalidade bem armada que a gente vê", disse o morador Uedson Junior, de 32 anos.
O governador destacou que os índices de criminalidade melhoraram e a prioridade é a segurança pública. Para Pezão, é o somatório dos esforços das fiscalizações nas fronteiras, nas rodovias federais e na Ponte Rio-Niterói que vão melhorar a questão da segurança. Disse ainda que se reúne várias vezes na semana com Beltrame e com o comandante-geral da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, para discutir medidas de combate à criminalidade.
"O que a gente quer dentro do morro com as UPPs, a gente quer no asfalto também. Vamos continuar a reforçar o policiamento nas comunidades que tem UPPs, repor efetivos que saíram, mas principalmente também vir para o asfalto”. De acordo o governador, o Complexo da Maré é próxima comunidade a receber UPPs.
Segundo ele, cerca de 200 homens da Polícia Militar já estão atuando na Maré e até o final de junho serão mais 200. E quando o Exército sair definitivamente da comunidade, no dia 30 de junho, cerca de 2 mil homens vão fazer parte da UPP no local.
(Agência Brasil)
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