Mesmo após ser condenado, em primeira instância, a pagar indenização de R$ 1 milhão à Justiça pelas declarações homofóbicas feitas durante o processo eleitoral de 2014, Levy Fidelix (PRTB) continua achando que tem razão. Nesta quarta-feira, em seu site oficial, o ex-candidato à presidência publicou um artigo em que comentou o caso e mais uma vez alegou que "não foi ofensivo" com os homossexuais e que apenas "expressou o sentimento do povo brasileiro" ao inicitar o ódio contra eles.
"Em momento algum me posicionei de forma ofensiva a qualquer pessoa ou grupos de pessoas. Por uma questão de princípios, defendi a família tradicional brasileira dentro do que me é garantido pelo artigo 1º da Constituição Federal, no qual é livre a expressão e a convicção política e religiosa de todo e qualquer cidadão brasileiro. Como também defendi o que preceitua o artigo 226 da mesma Constituição Federal, que declara que família é considerada apenas o homem, a mulher e sua prole, não constando que a união homoafetiva seja família para efeito de proteção do Estado", escreveu.
Em seguida, afirmou que algumas pessoas "querer impor suas vontades e desejos contra uma tradição cristã" e que, em "embates calorosos, sobretudo numa campanha presidencial, exacerbam-se os ânimos", assumindo que se exaltou na discussão. "Pátria e família em primeiro lugar", finalizou.
Fidelix, no entanto, deixou de comentar a regulamentação, feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2013, que obriga todos os cartórios do Brasil a cumprirem decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011 e celebrarem, sem o direito de recusa, casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
(DOL, com informações do portal Terra)
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