A Oi fez nesta quarta-feira (1º) uma proposta a seus acionistas de incentivar a troca voluntária de papéis preferenciais (sem direito a voto) por ordinários (com direito a voto).
A medida tem como objetivo cumprir uma promessa feita ao mercado, em 2014, quando a empresa se fundiu com a Portugal Telecom (PT). Com as dificuldades na aprovação dos balanços da Portugal Telecom, a Oi não pode se registrar na Bolsa para negociar só ações com voto, como tinha prometido. Por isso, ela estudava uma forma alternativa de implementar, na prática, os benefícios da migração para o Novo Mercado, segmento da Bolsa onde só são negociados papéis de empresas com elevado nível de transparência e governança.
Independentemente das quantidades de ações, cada acionista só poderá votar com o limite de 15% dos papéis.
Ter apenas ações com voto é uma das exigências. De acordo com o comunicado, a migração só será feita se dois terços dos acionistas aceitarem. Àqueles que não quiserem o novo modelo, a Oi comprará as ações pagando 100% do valor.
O valor da troca é o mesmo proposto no momento da fusão com a PT - R$ 0,9211 por ação. O mercado apostava que o valor seria mais baixo, prejudicando o minoritário.
Para estimular a troca, a Oi está garantindo que não haverá mais bloco de controle e as decisões serão tomadas por um novo conselho com maioria de representantes independentes. Isso significa que, na prática, a Oi está oferecendo os benefícios do Novo Mercado até que possa registrar-se, oficialmente, na Bolsa.
(Folhapress)
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