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Ato relembra 22 anos da Chacina da Candelária

Há exatos 22 anos, oito rapazes foram brutalmente assassinados em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. A Chacina da Candelária, como ficou marcada, é um ícone da violência contra jovens negros e pobres no Brasil, e foi relembrada on

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Há exatos 22 anos, oito rapazes foram brutalmente assassinados em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. A Chacina da Candelária, como ficou marcada, é um ícone da violência contra jovens negros e pobres no Brasil, e foi relembrada ontem com missa e ato inter-religioso no local, de manhã. Na parte da tarde, ativistas de direitos humanos fizeram uma Caminhada em Defesa da Vida, partindo da igreja em direção à Cinelândia.

Irmã de um dos sobreviventes, Patrícia de Oliveira lamentou que uma tragédia ocorrida há mais de duas décadas continue destruindo famílias inteiras. Segundo ela, a sociedade acha que tem que matar adolescente, como se antecedente criminal justificasse a morte. “Por isso, continuamos a fazer as atividades, e essa caminhada hoje (Ontem) é pela não redução da maioridade penal”, declarou.

O ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, participou da missa e da caminhada. Para ele, a violência contra jovens e adolescentes piorou nos últimos anos. “Lamentavelmente, a sociedade não aprendeu com a chacina. Os homicídios de adolescentes e jovens são estarrecedores. Precisamos de grande mobilização da sociedade e envolvimento de todas as esferas do Poder Público para enfrentar essa questão”, ponderou. “Também precisamos de mudanças legislativas, como a proibição dos autos de resistência, federalização das investigações e os julgamentos dos crimes cometidos por grupos de extermínio”, acrescentou.

Pepe Vargas reafirmou que a redução da maioridade penal é um retrocesso sob o ponto de vista dos direitos e garantias individuais dos adolescentes, como também para o conjunto da sociedade, pois em vez de diminuir, agravará a violência.

(Diário do Pará)

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