Coordenado pelo professor João Tavares Pinho, o Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas da UFPA vem desenvolvendo pequenas redes isoladas para atender comunidades que convivem até hoje sem energia na região Norte.
Essas “minirredes”, segundo o professor, podem ter um papel importante na região amazônica, já que atendem a um grande número de pessoas que vivem sem acesso às redes normais de transmissão de energia.
No Pará, cerca de 280 mil pessoas vivem isoladas individualmente ou em pequenas comunidades. Tavares Pinho alerta: esse número de paraenses sem energia pode ser até 20% maior e, no Brasil, pode representar 1,1 milhão de pessoas sem luz elétrica. “Há pouca preocupação real com essa população”, diz.
GARGALOS
Apesar dos avanços, ainda há problemas a serem resolvidos para que essas redes se tornem a solução do fornecimento de energia para comunidades isoladas da Amazônia. Um dos maiores é a sustentabilidade dos sistemas de eletrificação de áreas isoladas. Fatores como pobreza, falta de instrução e de políticas públicas ou o mau uso da energia tornam a sustentabilidade difícil, explica o professor Tavares Pinho.
Por isso, ele diz que é fundamental determinar o real potencial dos recursos e das demandas energéticas dessas comunidades isoladas. Além disso, é necessário difundir o conhecimento sobre tecnologias e capacitar recursos humanos para lidar com elas.
“Deve-se também apoiar as instituições de ensino e pesquisa e nacionalizar os equipamentos, assim como estabelecer regulamentação e normatização apropriada e criar reais possibilidades de aplicações produtivas da energia gerada pelas redes”, avalia Pinho.
O Gedae também desenvolve projetos de outras fontes alternativas de energia, como a eólica, hídrica (hidrelétricas de pequeno e médio prazo) biomassa (combustão, gaseificação e óleos, por exemplo), marés e ondas.
O grupo está vinculado ao curso de graduação em Engenharia Elétrica e ao programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica da UFPA.
(Diário do Pará)
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