O Governo Federal anunciou, ontem, a criação de 3 mil novas bolsas de residência médica para municípios de todo o país. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão prioridade nas bolsas para corrigir o déficit histórico de profissionais nessas regiões. As instituições interessadas em ampliar suas vagas poderão se inscrever entre 10 de agosto e 4 de outubro. Também foi autorizada a contratação de 880 professores para atuar nas universidades federais que abriram novas vagas nos cursos de Medicina ou que criaram novas faculdades.
As medidas fazem parte do Programa Mais Médicos na etapa de expansão e melhoria da formação médica. O objetivo, segundo informou o Ministério da Saúde, é preparar profissionais para preencher o déficit de profissionais nas regiões onde a demanda se tornou maior que a oferta de médicos. Além disso, esses futuros profissionais poderão substituir, futuramente, os médicos cubanos que tiverem que retornar aos seus países.
O Estado do Pará, por exemplo, conta com 790 profissionais em atuação pelo Programa Mais Médicos, na maioria cubanos, distribuídos em 133 municípios paraenses e quatro Distritos de Saúde Indígena (Dseis), beneficiando 2,7 milhões pessoas. Em todo o país, existem 18.240 médicos atuando pelo Mais Médicos em 4.058 municípios, beneficiando 63
milhões de pessoas.
Das novas vagas oferecidas, 75% são para ampliar a formação de médicos especialistas em Medicina Geral de Família e Comunidade, que atuam mais perto da população. Entre as bolsas criadas, duas mil serão financiadas pelo Ministério da Saúde e mil pelo Ministério da Educação.
A oferta é feita por meio do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas - Pró-Residência, que estimula a expansão de vagas da residência médica, com foco nas especialidades estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
O Governo Federal anunciou também a regulamentação do Cadastro Nacional de Especialistas, que reunirá informações de todos os médicos especialistas registrados no país. As diretrizes serão definidas em decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff.
(Diário do Pará)
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