O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró deixou a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na manhã desta quarta-feira (23) para passar as festas de fim de ano com a família, no Rio de Janeiro.
No aeroporto, Cerveró foi hostilizado no voo de Curitiba para a capital Fluminense.
A informação foi passada à imprensa pelo atleta Cristiano Marcello que estava no mesmo voo.
De acordo com Cristiano, o ex-diretor passou a ser chamado de ladrão quando o avião pousava no aeroporto do Rio.
Preso desde janeiro, Cerveró firmou em novembro um acordo de colaboração com a Justiça.
Escoltado pela Polícia Federal, ele pegou um voo comercial para o Rio, onde ficará com a família e será monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.
O retorno dele à prisão no Paraná está marcado para o dia 2 de janeiro.
Cerveró foi o pivô da prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que foi gravado tramando uma rota de fuga do ex-diretor para o exterior.
YOUSSEF
Outro delator da Operação Lava Jato que teria direito ao benefício é o doleiro Alberto Youssef. Mas ele acabou decidindo nesta quarta não sair temporariamente da prisão por discordar das condições, segundo um de seus advogados, André Pontarolli.
Pelo acordo, o doleiro permaneceria no fim de ano em uma casa alugada em Curitiba ou em cidades próximas e poderia receber visitas das filhas.
Segundo o advogado, o delator considerou os termos do acordo "injustos" e desistiu.
Youssef foi detido ainda na primeira fase da Lava Jato, em março de 2014.
(DOL com informações da Folhapress)
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