O Instituto Lula, que representa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou na noite deste sábado (30) que o petista jamais foi dono de um apartamento em Guarujá, no litoral paulista, que é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo.
Em nota, o instituto acusa a imprensa, agentes públicos e a oposição de promover uma perseguição contra Lula.
Para a Promotoria, que ouvirá Lula em fevereiro, existem indícios de que os investigados - além do ex-presidente e sua mulher, o dono da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, preso na Lava Jato, e um engenheiro da empresa - tentaram esconder a verdadeira identidade dos donos do apartamento, o que pode envolver crimes como lavagem de dinheiro.
O texto traz documentos que, segundo o instituto, demonstram que a ex-primeira-dama, Marisa Letícia Lula da Silva, tinha uma cota da Bancoop (cooperativa habitacional dos bancários) e abriu mão dela depois que o empreendimento Solaris, na praia de Astúrias, passou para a empreiteira OAS, quando a cooperativa quebrou.
Segundo a nota, dona Marisa, em 2005, investiu R$ 179.650,80 (cerca de R$ 286 mil, em valores atualizados) em uma cota-parte para adquirir a unidade 141 do edifício - gasto declarado à Justiça Eleitoral em 2006, já que Lula e dona Marisa são casados em comunhão de bens.
"Mesmo não tendo aderido ao novo contrato com a incorporadora OAS, a família manteve o direito de solicitar a qualquer tempo o resgate da cota de participação na Bancoop e no empreendimento", diz a nota.
"Um ano depois de concluída a obra do Edifício Solaris [2014], o ex-presidente Lula e Marisa Letícia visitam, junto com o então presidente da incorporadora OAS, Léo Pinheiro, uma unidade disponível para venda no condomínio."
Segundo o Instituto Lula, tratava-se do apartamento tríplex 164-A, com 215 metros de área privativa: dois pavimentos de 82,5 metros quadrados e um de 50 metros quadrados.
(Folhapress)
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