A investigação da Polícia Federal sobre o marqueteiro João Santana indentificou indícios sobre um esquema de caixa dois na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a PF está apurando se a empresa do marqueteiro, a Polís, recebeu recursos em dinheiro vivo da empreiteira Odebrecht e reverteu as quantias para fornecedores da campanha.
De acordo com a reportagem, os pagamentos foram feitos entre 2014 e 2015, com recursos ilegais recebidos da Odebrecht, principalmente no período de sete meses após o segundo turno das eleições. Os gastos cobriam o deslocamento das equipes de Santana, serviços de internet, produção de programas do PT com Dilma.
Em depoimento, dois prestadores de serviço da campanha afirmaram que os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo, sempre por Mônica Moura, mulher de Santana.
A construtora Andrade Gutierrez afirmou que participou de um esquema de caixa dois durante a campanha de Dilma em 2010. As contas da eleição de 2014 são alvo de um inquérito do TSE.
(Com informações da Folha de S. Paulo)
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