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MPF quer ajuda de delator para investigar Lula

O portal UOL divulgou neste domingo (24) a decisão do Ministério Público Federal  de usar um acordo de delação premiada de executivos da empresa Odebrecht. A medida servirá para tentar avançar nas investigações sobre um suposto tráfico de influência prati

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O portal UOL divulgou neste domingo (24) a decisão do Ministério Público Federal de usar um acordo de delação premiada de executivos da empresa Odebrecht. A medida servirá para tentar avançar nas investigações sobre um suposto tráfico de influência praticado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor da empreiteira.

A publicação informa que a Procuradoria da República no Distrito Federal pretende que os empresários detalhem as irregularidades cometidas pelo petista ao fazer gestões para que a construtora obtivesse obras em outros países e crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O MPF em Brasília abriu inquérito em 2014 para apurar a atuação de Lula como "lobista" internacional da Odebrecht.

O caso está a cargo de um grupo de procuradores do Núcleo de Combate à Corrupção no DF. Um dos alvos da investigação são as viagens realizadas pelo ex-presidente para América Latina e África, que foram custeadas pela empreiteira, com o intuito de falar em eventos. A construtora teria obtido financiamento do BNDES para obras nesses países. A suspeita é de que ele obteve "vantagens" em troca, na forma de doações ao Instituto Lula e contratos para palestras.

Lula sustenta que todas as suas palestras estão declaradas e contabilizadas, com os impostos pagos, e que "jamais interferiu na autonomia do BNDES e nas decisões do banco sobre concessões de empréstimos". O BNDES nega qualquer irregularidade em operações da instituição.

O interesse referente a colaboração já foi comunicado informalmente por um dos procuradores que atuam em Brasília a um advogado da Odebrecht. Os investigadores devem aguardar o resultado das negociações entre a empreiteira e os colegas da Procuradoria da República no Paraná, que é a responsável pela Operação Lava Jato.

De acordo com a fonte de acesso às negociações, não houve ainda um consenso sobre os temas a serem explorados. Caso os executivos da empreiteira aceitem falar sobre a atuação internacional de Lula, os procuradores de Brasília devem pedir o compartilhamento das informações.

Uma das câmaras da Procuradoria-Geral da República definiu no ano passado que a investigação sobre o suposto tráfico de influência de Lula no BNDES ficaria a cargo do MPF em Brasília.

A Odebrecht anunciou em março deste ano, que uma mudança na sua linha de defesa e admitiu pela primeira vez que vai colaborar com a operação "Lava Jato". A decisão veio após a Operação "Xepa", ter desvendado os caminhos da propina paga pela empreiteira. A negociação deverá salvar contratos com o poder público, através de um acordo de e obter benefícios para os executivos implicados.

O presidente afastado do grupo, Marcelo Odebrecht, está preso desde junho de 2014 e já foi condenado a 19 anos de prisão por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás. Outros quatro ex-dirigentes da empreiteira também foram condenados.

(Com informações do UOL)

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