Tentar reverter a aprovação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), da Comissão Especial de Impeachment no Senado Federal, é tarefa considerada quase impossível pelo governo: dos 21 senadores da comissão, apenas cinco são contrários à aprovação do relatório. As informações são do site UOL e do Folha de S. Paulo.
O parecer do relator deve ser apresentado na quarta-feira (4) e votado dois dias depois. Até lá, os senadores ainda escutarão especialistas contrários e favoráveis à aprovação do processo de impeachment. Além disso, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, terá mais uma chance de defender a presidente Dilma Rousseff.
Nesta segunda-feira (2), o Senado ouviu especialistas que foram convidados pela acusação. O procurador no Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, será um dos nomes da audiência, já que ele havia assinado representação em que pedia a investigação das pedaladas ficais, seis meses antes do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), iniciar o processo de impeachment.
Outros especialistas consultados pela acusação são o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, que defende o processo de impeachment, e o professor da USP José Maurício Conti.
Já nesta terça-feira (3), o Senado deve escutar especialistas convidados pela base de apoio ao governo. São eles: os professores Geraldo Luiz Mascarenhas Prado e Ricardo Lodi Ribeiro, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e o advogado Marcello Lavenère, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que assinou a denúncia do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.
Na quarta-feira (4), o relator da Comissão, senador Antônio Anastasia, apresentará o relatório sobre o caso e, caso dê parecer favorável, deve ser acusado por senadores da base aliada do governo, já que, quando foi governador de Minas Gerais, Anastasia também editou decretos de crédito suplementar sem autorização do Legislativo, mesma acusação que pesa contra Dilma.
Considerando que o parecer seja votado pela comissão na sexta-feira (6), o documento deve seguir para o plenário do Senado até o dia 11 de maio e a aprovação dependerá do apoio de 41 dos 81 senadores. Caso isso ocorra, Dilma é afastada do cargo e o vice Michel Temer assume o governo interinamente por 180 dias, período no qual a petista será julgada de fato.
(Com informações do UOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar