O Planalto se surpreendeu com a atitude do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de manter para esta quarta-feira a votação do relatório do impeachment da presidente Dilma Rousseff. As informações são do colunista Claudio Humberto, do Metro Jornal.
"Fidelidade canina" é o que Dilma esperava do líder governista, ou seja, que atendesse ao ato de Waldir Maranhão sem questioná-lo, devolvendo o processo. Mas ele ignorou o ato do presidente interino da Câmara.
O governo tentará medida no STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir o Senado de votar nesta quarta o relatório do impeachment. Antes disso, a oposição protocolou mandado de segurança no mesmo STF para garantir a validade da votação do dia 17 de abril na Câmara dos Deputados.
Processo de impeachment no Senado
Após rejeitar a anulação da decisão, o presidente do Senado deu seguimento ao processo com a leitura do relatório da Comissão Especial do Impeachment nesta segunda mesmo sob protestos de parlamentares da base governista. Na sequência, após prazo de 48 horas, os senadores votarão em plenário o relatório, aceitando ou não o processo de impeachment.
A votação deve acontecer amanhã (11), e, caso o pedido de afastamento seja acatado pela Casa, Dilma Rousseff é afastada do cargo por 180 dias até a conclusão do processo. Nesse interim, o vice-presidente Michel Temer assume a presidência.
(Com informações do Metro Jornal)
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