A fronteira amazônica é uma região marcada pela intensa circulação de drogas e que agora divide espaço com a presença da Família do Norte, a FDN, a facção criminosa que ganhou notoriedade após o massacre de presos em presídio do Amazonas, no início do ano. Duas condições que expressam a dura realidade da área esquecida pelo poder público.
De acordo com uma radiografia feita pelo jornal Folha de São Paulo, em matéria deste domingo (12), a cidade de Tabatinga, no Amazonas, vive sem a presença de um Departamento de Trânsito, o que impossibilita, por exemplo, a fiscalização de cerca de 15 mil motocicletas que circulam, sem registro.
Segundo a reportagem, Tabatinga tem 62 mil habitantes e faz parte da tríplice fronteira, formada também por cidades colombianas e peruanas, condições perfeitas para o fluxo de drogas, responsável pela movimentação anual de 5,7 bilhões de reais.
Neste contexto fica notório o domínio da FDN, que segundo a própria juíza estadual que atua no município, é capaz de decidir pelo que acontece ou deixa de acontecer no dia a dia dos moradores.
"Se a Família do Norte decidir que precisa haver algum incidente em Tabatinga, esse incidente ocorrerá", disse à Folha.
A matéria enfatiza que a FDN na região vem ser mais um capítulo em quase quatro décadas de narcotráfico, atividade ilegal que por anos se tornou a principal atividade econômica da fronteira.
CONDIÇÕES BRASILEIRAS
Ao contrário do ocorrido na Colômbia, em que houve investimento para a retomada do domínio do Estado na região, o mesmo não aconteceu com o lado brasileiro, com diversificada rota fluvial e com grandes falhas de fiscalização.
(Com informações da Folha de São Paulo)
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