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Ministro nega pedido de liberdade de Eike Batista

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido de liberdade feito pelo empresário Eike Batista, preso no Rio desde janeiro em desdobramento da Operação Lava Jato.A defesa de Eike pediu ao ministro uma extensão do habeas corpus q

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O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido de liberdade feito pelo empresário Eike Batista, preso no Rio desde janeiro em desdobramento da Operação Lava Jato.
A defesa de Eike pediu ao ministro uma extensão do habeas corpus que Gilmar Mendes concedeu a Flávio Godinho, braço-direito do empresário, na semana passada. O ministro negou nesta segunda (10)."Tenho que a situação de Eike Fuhrken Batista não é similar àquela de Flávio Godinho", escreveu o ministro na decisão.

Mendes citou dois pontos para justificar sua decisão.O primeiro é que Eike é apontado pelos investigadores como mandatário de atos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução que teriam sido executados por Godinho.

"Isso indica não apenas maior culpabilidade, mas também perigo maior de reiteração em crimes e atos contrários ao desenvolvimento da instrução", diz Mendes.

O segundo ponto é que Eike teria continuado a praticar os crimes, diferentemente de Godinho, "supostamente envolvido em um único ato".

De acordo com o ministro, essa suspeita sobre Eike está no despacho que decretou as prisões preventivas.

Um dos indícios da prática reiterada dos crimes, apontado pelo juiz e citado pelo ministro, é o depoimento de Eike para os procuradores da Lava Jato no qual ele admite ter pago R$ 5 milhões a Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Outro indício citado na decisão é um pagamento de R$ 1 milhão ao escritório da advogada Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Os investigadores suspeitam que o pagamento tenha sido feito para lavar dinheiro.

O ministro afirma que a discussão sobre a decisão que determinou a prisão de Eike deve ser feita "nas vias próprias" e "com ênfase nas circunstâncias pessoais" do empresário.

OPERAÇÃO EFICIÊNCIA

Eike Batista e Flávio Godinho foram alvos da Operação Eficiência sob a suspeita de lavar R$ 16,5 milhões em esquema de pagamento de propinas com uso de contratos fictícios direcionadas ao ex-governador Sergio Cabral entre 2010 e 2011.

A prisão foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal.

Ao conceder habeas corpus a Godinho, Gilmar Mendes justificou que "embora graves", os fatos teriam acontecido muito tempo antes da prisão de 2017.

Para ele, Godinho "não é acusado de manter um relacionamento constante com a suposta organização criminosa".

(Folhapress)

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