Diversos movimentos sociais e centrais sindicais do país organizam uma greve geral para a próxima sexta-feira (28). A expectativa das categorias é paralisar os trabalhos de diferentes setores do país, inclusive no Pará, em um único movimento pelas mesmas pautas de reivindicação, para aumentar a pressão sobre o governo. Em Belém, diversas categorias irão se reunir nesta seguda-feira (24), às 18h, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Pará (Sintsesp), para discutir as ações do movimento, que será marcado por um grande ato público na manhã de sexta-feira, na Praça da República.
A proposta da greve nacional, entretanto, é ousada e de difícil execução. A última greve geral do país ocorreu há 21 anos. O caso ocorreu em junho daquele ano, durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, contra a política de privatização do presidente, flexibilização de direitos trabalhistas e desemprego. Na época, a estimativa é que 19% da população economicamente ativa do país tenha aderido ao movimento.
A maior greve geral do país ocorreu anos antes, em 1989, quando cerca de 70% dos trabalhadores do Brasil paralisaram as atividades. O movimento foi registrado contra o plano econômico lançado pelo então presidente José Sarney, que congelava preços e salários do país para controlar a inflação, que chegou ao pico de 1.782.9% ao ano.
Em 2017, a greve geral é marcada para tentar barrar a aprovação dos projetos de Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência e da Tercerização, que entre outros pontos, permitem a contratação de terceirizados para qualquer cargo, aumenta a idade mínima para aposentadoria e flexibiliza as leis do trabalho. Não é possível fazer uma previsão sobre a adesão à greve geral desta sexta-feira, mas a expectativa de estudiosos da área é de que um número grande de trabalhadores pare as atividades. Em março deste ano, diversas categorias paralisaram pelas mesmas reivindicações.
Em entrevista ao portal UOL, a professora de Sociologia da USP, Paula Marcelino, afirmou que o período é favorável para este tipo de mobilização, inclusive porque os sindicatos passaram a tomar uma postura mais defensiva, voltado para a manutenção de direitos. Ela ainda afirma que o sucesso da greve depende de quais categorias irão paralisar, já que cada uma possui uma força diferente. Trabalhadores que lidam diretamente com a produção, por exemplo metalurgidos, petroleiros e do setor de transporte, tem mais peso que profissinais de outros setores, como professores.
(Com informações do UOL)
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