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CÍRIO DE NAZARÉ

Círio: tradição tecida com fé e minúcias

Logo no início, não havia dia certo para o Círio: procissão poderia ocorrer nos meses de setembro, outubro ou novembro. Calendário fixo só foi implementado em 1901, por determinação do bispo Dom Francisco do Rêgo MaiaHistória do Círio guarda detalhes pouc

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Logo no início, não havia dia certo para o Círio: procissão poderia ocorrer nos meses de setembro, outubro ou novembro. Calendário fixo só foi implementado em 1901, por determinação do bispo Dom Francisco do Rêgo Maia
História do Círio guarda detalhes pouco conhecidos, mas fundamentais para o simbolismo que a festa hoje carrega.

Além do Círio, ao todo são dez romarias, quinze dias de devoção à padroeira dos paraenses, Nossa Senhora de Nazaré. Desde 1793, ano em que aconteceu a primeira grande procissão, que tem como responsável o próprio povo, muitas foram as modificações e imprevistos enfrentados. Parte da história das festividades do Círio de Nazaré.

Ao longo de 219 anos de existência da festividade, o povo paraense viu a corda ser incluída na homenagem à Santa e se tornar símbolo indispensável de devoção, viu a imagem ser envolta por diversos mantos, e o tempo de cumprimento do percurso ser estendido a cada ano em que o número de romeiros aumenta.

Desde que a imagem original de Santa foi encontrada, seu abrigo foi se modificando com a evolução da tecnologia e o aumento de devotos. Da palhoça, o espaço se transformou primeiro em Basílica e posteriormente no Santuário que recebe, hoje, a imagem peregrina ao fim de cada procissão. A própria imagem encontrada por Plácido, que até 1969 era usada nas procissões do Círio, posteriormente foi substituída pela atual peregrina, encomendada pelo escultor italiano Giacomo Mussner.

A escultura criada pelo italiano, que é a levada no Círio atualmente, não reproduz os mesmos traços da imagem original. Ela ganhou alguns traços da mulher amazônica e o Menino Jesus recebeu características indígenas e caboclas.

Acompanhando a evolução, os elementos utilizados durante a procissão também tiveram que ser adaptados. Além da própria imagem, o dia da festividade e a forma de transportar a Santa. São detalhes pouco conhecidos, mas que compõem a tradição de fé do povo paraense em uma das maiores procissões religiosas do mundo. (Diário do Pará)

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