O 219º Círio de Nossa Senhora de Nazaré saiu da frente da Catedral às 6h30, depois da missa concelebrada pelo arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, pelo arcebispo emérito, Dom Vicente Zico e por um grande número de padres. No final da celebração, iniciada às 5h, Dom Taveira exibiu a imagem e abençoou os devotos que lotavam a Praça Frei Caetano Brandão e de braços levantados saudavam a Virgem.
A imagem ainda foi exibida novamente antes de ser entregue para o coordenador da Festa, César Neves, que a colocou na berlinda, sob uma chuva de papel picado e ao som dos dobrados dos sinos da Catedral, enquanto a multidão aplaudia e dava vivas à Nossa Senhora.
Ao som do “Lírio Mimoso”, a berlinda seguiu lentamente até o Ver-O-Peso, onde soldados do Exército faziam um isolamento. Os devotos foram desviados para ruas próximas, enquanto a berlinda seguiu mais rapidamente pelo Boulevard Castilhos França. Em frente ao Ver-O-Peso, houve a primeira queima de fogos de artifício na tradicional homenagem dos peixeiros. Depois, a berlinda seguiu até em frente ao prédio da Alfândega, onde milhares de devotos já aguardavam na corda para o atrelamento.
Desde as 4h da madrugada, a Praça Frei Caetano Brandão, em frente à Catedral, e os arredores, até a praça do Relógio, no Ver-O-Peso, já estavam tomadas pela multidão. O vigilante François Nogueira Rocha, 30, se preparava para acompanhar pela segunda vez o Círio na corda. Ele pagava uma promessa por ter conseguido emprego e prometeu acompanhar todos os círios na corda “até quando der”. Já a dona de casa Maria José Barros, 59, é uma veterana na corda. Há 17 anos ela paga uma promessa à Virgem por ter curado a filha que “nasceu aleijada e hoje em dia ela anda”.
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