Alguns dizem que estar na Corda chega a ser surreal, que naquele momento não existe dor, não existe cansaço e que a emoção é tão grande que compensa todo aquele sufoco. A Corda do Círio, além de ser tradição, é repleta de histórias de fé, como a do estudante de 25 anos Bruno Moraes.
Há nove anos ele vai na corda da transladação e esse ano, quando completa 10 anos, ele irá pela primeira vez na corda do Círio. “O curioso é que meu pai sempre foi na Corda do Círio e uma das suas promessas era que os filhos levassem essa tradição adiante quando ele parasse de ir.No primeiro ano em que eu fui na corda da transladação com a minha irmã, meu pai acabou revelando a sua promessa e desde então seguimos com isso. Hoje ele vai apenas acompanhando a procissão agradecendo e eu e minha irmã vamos juntos todos os anos e não pretendemos parar”, conta.
Enfileirados, homens e mulheres puxam a Corda que faz a Berlinda com a Imagem da Santa se movimentar. Anteriormente amarrada à Berlinda, a partir de 1999 ela passou a ser atrelada por meio de uma argola metálica.Como são os promesseiros da Corda que dão ritmo à procissão, em alguns anos, a Berlinda precisou ser desatrelada antes do término da romaria para que o Círio pudesse seguir mais rapidamente. Até 2003, o formato da Corda era de “U”, ou seja, as duas extremidades eram atreladas à Berlinda. No ano seguinte, por motivos de segurança, ganhou formato linear, confeccionada por peças de duralumínio, o que deu origem às chamadas estações da Corda.
São 800 metros de corda, que pesam 1,2 toneladas. Quatrocentos metros serão usados para a trasladação, que leva a imagem do colégio Gentil Bittencourt até a igreja da Sé, de onde parte a grande procissão do Círio na manhã do domingo (12), levando os 400 metros restantes. De acordo com a diretoria da Festa, o material é avaliado.
(Diário do Pará)
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