Uma das épocas mais festivas do ano está chegando: o Carnaval. Tempo de alegria e diversão para os foliões nos blocos de rua, bailinhos e desfiles. E na tradicional comemoração, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas aumenta. E para quem pensa que cachaça é água, precisa ficar atento, porque não é! O uso abusivo do álcool coloca funções vitais do corpo em risco.
O consumo de bebidas alcoólicas em si, não é um problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o consumo inteligente ou moderado, caracterizado por até duas doses por dia, (uma dose padrão equivale a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou um shot de destilado) traz até benefícios para a saúde, como a redução de risco para doenças cardíacas e diabetes. Mas em época de folia, a euforia facilita o exagero.
Segundo o médico clínico, Antônio Dias, o álcool age no organismo em duas fases: “Na primeira fase, a pessoa fica alegre, agitada e divertida, tornando-se mais desinibida e por isso continua bebendo, até que a euforia cessa e vem a segunda fase, geralmente acompanhada por uma leve depressão, que é quando a pessoa coloca pra fora suas frustrações. Se continuar bebendo, sente tonteiras, náuseas e dificuldades para se manter de pé. Assim como o equilíbrio é afetado, a razão também é que o indivíduo faz coisas que sóbrio não faria".
O exagero traz consequências. Na ingestão abusiva do álcool, o fígado é quem mais sofre, pois “se a pessoa insiste em se alcoolizar de forma exagerada e frequente, o fígado enfraquece e desenvolve esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura no fígado, podendo ser leve, moderada ou grave, se não tratar, pode evoluir para cirrose, onde o fígado fica fibroso e perde sua finalidade, neste ponto torna-se irreversível”, alerta o médico.
Para que os foliões possam garantir a festa e cuidar da saúde, recomenda-se manter uma boa alimentação e a constante hidratação com água, para minimizar os efeitos do álcool no corpo. “O álcool tem função diurética, o corpo elimina água pela urina, quanto mais ingerir álcool, mais ficará desidratado”, comenta o especialista.
FOLIÃO
Indo para o seu quarto ano no Carnaval em Salvador, Gleydson Souza é daqueles foliões que aproveita cada minuto atrás do trio. Engana-se quem pensa que ele esta poupando energia para a festa de Momo.

Figura presente em todos os bloquinhos do pré-Carnaval de Belém, são no mínimo quatro por final de semana, Gleydson quer mais aproveitar a folia.
“Vou curtir o Carnaval 100%, com certeza. Só de pensar que estarei no melhor do Brasil, a bateria já se recarrega. Salvador já deixa qualquer micareteiro com as energias renovadas. E vamos com pique até quarta-feira de cinzas, depois é só o pó (risos)", declarou.
O folião aproveita sempre com a ingestão de bebidas alcoólicas, mas garante que tem uma tática para a recuperação de um dia para o outro: “Eu faço ingestão de bastante líquido, durante e depois da bebedeira, como frutas, além de bastantes alimentos integrais. O álcool é corrosivo para a mucosa do estômago, por isso esse órgão precisa de uma atenção extra, assim disse o meu endocrinologista”, finalizou.
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