Com a chegada do novo coronavírus ao Brasil, os cuidados redobrados com a limpeza e higiene se tornaram parte da rotina de todos. Limpar alimentos, embalagens, chão, mão, sacolas e tudo mais se tornou algo normal durante a quarentena. Mas uma coisa é certa: o cuidado é importante, mas o excesso dele pode ser muito perigoso. 

Usar água com sabão é o ideal para a limpeza da maioria dos objetos. O álcool também é um forte aliado na prevenção ao novo coronavírus. Mas outro produto que também faz toda a diferença e resolve melhor na hora da limpeza pesada ou da higienização de alimentos é a água sanitária. 

Apesar de sua eficácia, é importante destacar que a água sanitária deve ser administrada com mais cautela e não pode ser misturada com nenhuma outra substância, somente com água. 

Muita gente passou a usar o produto misturado com outras substâncias durante esse período de isolamento. Porém, essa mistura pode liberar vapores altamente tóxicos. 

Um exemplo disso é a cloramina, que é o resultado da mistura do hipoclorito de sódio com a amônia (NH3) presente em alguns produtos de limpeza.

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Qual o uso correto 

A maioria das pessoas acredita que usar a água sanitária de forma pura tem um melhor resultado durante a limpeza. Porém, ao contrário do que muita gente pense, misturar o produto com a água não vai "enfraquecê-lo", mas apenas mudar algumas características dela. 

"Mesmo sendo uma solução diluída, a água sanitária, como é vendida ao consumidor, ainda é muito agressiva e não deve ser usada pura", diz Antonio Florencio, doutor em química pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Quando diluído em água, o hipoclorito de sódio passa por hidrólise e assim surge o ácido hipocloroso (HCIO), uma substância antisséptica e um poderoso oxidante.

Foto: Reprodução

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