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Farinha de pupunha não contém glúten

A pupunha, muito apreciada com um cafezinho poderá ser consumida nas casquinhas de sorvetes, produtos de panificação, molhos e sopas. O projeto é resultado de uma pesquisa dos alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA), do curso de Engenharia de Alimen

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A pupunha, muito apreciada com um cafezinho poderá ser consumida nas casquinhas de sorvetes, produtos de panificação, molhos e sopas. O projeto é resultado de uma pesquisa dos alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA), do curso de Engenharia de Alimentos, em parceira com o curso de Nutrição.

No projeto, os pesquisadores passaram a desenvolver farinhas para a melhor absolvição comercial e para agregar valor regional nos alimentos. “Existe a pupunha com ou sem caroço, as mais oleosas e as mais secas. Portando, as selvagens são as mais procuradas no mercado. As pessoas costumam não levar as mais secas. Por isso, foi desenvolvida a pesquisa com os diversos tipos. Assim, usamos também as mais secas para produzir a farinha, como uma forma de incentivar o consumo, e ter a pupunha o ano todo”, explicou o professor Antônio Manoel da Cruz Rodrigues, orientador do projeto de mestrado.

“O projeto nasceu de duas grandes possibilidades. Nós pensamos na valorização da matéria-prima regional e na verticalização da cadeia produtiva para atender um grupo específico, que seria as pessoas celíacas (com restrição a glúten). Pensamos na pupunha como fonte de matéria prima regional, porque tem várias espécies e variedades. São opções boas para a produção de farinha, que pode ter uma substituição parcial ou total da farinha de trigo”, argumentou a professora Luiza Helena Meller da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA), do Instituto de Tecnologia da UFPA e orientadora da pesquisa.

O estudo com farinhas à base de pupunha já existe desde 2008 na instituição. Foi com a dissertação ‘Obtenção de Farinhas de Pupunha (Bactris gasipaes Kunth) para aplicação no desenvolvimento de produtos’, desenvolvido pela doutoranda Márlia Barbosa Pires, que os experimentos passaram a sair do papel. “Quando cheguei ao mestrado, pensei em elaborar farinhas de formas diferentes: na composição técnico-funcional (produção tecnológica), e em quais produtos a farinha se encaixaria.

Percebemos que os melhores foram na panificação, em molhos e nos mingais. Pretendemos que ela substitua a farinha de trigo, sendo consumida nas merendas escolares e para as pessoas com intolerância a glúten. Além disso, ela é rica em vitamina A e enriquecida em minerais”, garantiu a pesquisadora.

O projeto já foi aprovado, porém a fórmula ainda não foi patenteada. “Estamos em processo de colocarmos a farinha no mercado. Vamos passar para alguma empresa, para atender a população. Como na instituição de ensino, o nosso objetivo não é ganhar dinheiro e sim oferecer benefícios à população”, ressaltou Luiza Helena Meller.

(Diário do Pará)

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