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É possível conviver com o parkinson

Tremores, lentidão, descontrole da fala. Estes são os principais sinais da doença de parkinson, que afeta de 100 a 200 mil brasileiros. A enfermidade é degenerativa e acomete na sua maior parte idosos a partir de 60 anos de idade. A doença é progressiva d

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Tremores, lentidão, descontrole da fala. Estes são os principais sinais da doença de parkinson, que afeta de 100 a 200 mil brasileiros. A enfermidade é degenerativa e acomete na sua maior parte idosos a partir de 60 anos de idade. A doença é progressiva do sistema neurológico e afeta a região cerebral. O mal não tem cura e, apesar do avanço da medicina, não se sabe a origem. Mas sobre o parkinson ainda há diversas dúvidas. O DIÁRIO conversou com a neurologista Ana Lucia Rosso, que desvendou mitos e verdades.

O distúrbio nervoso é caracterizado principalmente por prejudicar a coordenação motora e provocar tremores e dificuldades para caminhar e se movimentar. “Porém, afirmar que todas as pessoas que tremem têm parkinson é um mito”, iniciou a médica.

Outra dúvida comum a respeito da enfermidade é a confusão de sintomas e denominação. “Parkinson não é a mesma coisa que alzheimer. Elas têm origens neurológicas, mas são áreas diferentes do cérebro que são afetadas. O que ocorre é que essas doenças são as mais frequentes de acontecer, porém há pelo menos outras 50 doenças cerebrais”, explicou.

Segundo a especialista, o alzheimer ataca a memória e o comportamento dos pacientes, enquanto o parkinson afeta os movimentos do corpo, por isso o tremor.

Ao contrário do que é comum ouvir, com o parkinson o indivíduo não perde a força, ou seja, ele passa a ter apenas lentidão nos movimentos. Mesmo não apresentando indícios de tratamentos curativos, é possível prolongar a vida do paciente com qualidade, desde que haja um diagnóstico precoce e acompanhamento de profissionais experientes.

“O tratamento da doença não perde efeito. Isso é um mito. Repor a dopamina vai apresentar uma melhora no quadro do paciente”, ressaltou a médica. A dopamina é responsável por transmitir mensagens entre células nervosas, além da realização dos movimentos voluntários automáticos. E, das doenças neurológicas, o parkinson é a única a ter tratamento específico reconhecido.

A enfermidade geralmente afeta mais os idosos. Entretanto, ela pode ocorrer em qualquer idade. “Os mais velhos apresentam mais chances, mas até criança pode ter. Claro que a origem será genética. A idade clássica da doença é de 50 a 65 anos para surgir”, pontuou. Outro mito é o diagnóstico. “Não há exames que comprovem. Eles são passados para descartar outras doenças. O diagnóstico clínico é analisado com o tempo”, lembrou.

A neurologista também aconselha: “As pessoas não precisam ter medo do parkinson. Ele é degenerativo, mas não mata ninguém, pois não afeta órgãos vitais. Com o tempo ele deixa a pessoa mais fraca, mas não é motivo de morte”, esclareceu.

(Diário do Pará)

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