A depressão é uma doença que afeta mais de 350 milhões no mundo, de pessoas de todas as idades, gêneros e etnias, sendo a causa de mais de 850 mil suicídios por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde.
O estresse crônico é uma das principais causas da depressão - este mesmo estresse provoca no cérebro uma tensão contínua, a qual ele não está preparado para suportar. O que pode desencadear distúrbios e bloqueio na inteligência emocional.
Por se tratar de uma doença causada pela combinação de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e sociológicos, seus hábitos diários interferem diretamente no aparecimento da doença. E não é só o estresse ou a falta de sono que afetam o seu emocional - aquilo que você coloca no prato também pode estar deixando seu organismo mais vulnerável a essa doença. Muitas pesquisas científicas comprovam que alguns hábitos alimentares podem aumentar as chances de depressão.
Estresse, poluição, alimentos de baixo poder nutritivo e metais tóxicos estimulam a produção de hormônios corticoides que bloqueiam a formação das neurotrofinas, substâncias que protegem e alimentam os neurônios, além de produzir um excesso de radicais livres no cérebro que desregulam os circuitos do prazer e da dor. Por isso, alimentação e humor têm uma relação íntima.
Veja os alimentos ajudam a combater a depressão
Os nutrientes que são encontrados em determinados alimentos contribuem para a formação dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar. Então as funções cerebrais dependem, por exemplo, de triptofano, tirosina, magnésio, vitaminas do complexo B e vitamina C, que são nutrientes que auxiliam na formação da serotonina, o neurotransmissor relacionado a sensações de prazer.
ALIMENTAÇÃO E DEPRESSÃO
Outra relação entre a doença e a alimentação é que um dos principais receios do paciente com depressão é engordar. A serotonina ajuda a regular a ingestão de carboidratos e a saciedade; como os pacientes com depressão apresentam deficiência de serotonina, possuem dificuldades para saciar-se, e a vontade de comer fica mais acentuada.
A má alimentação também pode afetar o funcionamento do intestino. Esse órgão é responsável pela produção de 80% a 90% de serotonina, portanto é de extrema importância garantir que o intestino esteja saudável.
Um dos perigos dessa relação é quando o paciente desconta na comida a sua insatisfação e momentos de crise. Nesses casos, a dieta equilibrada é ainda mais importante para manter a sensação de frustração o mais longe possível.
Mulheres cuja dieta inclui mais alimentos inflamatórios, como bebidas açucaradas, refrigerantes, grãos refinados, carne vermelha e margarina, além de pobres em alimentos anti-inflamatórios, como vinho, café, azeite de oliva e verduras e vegetais verdes e amarelos têm um risco maior de sofrer com depressão. É o que afirma um estudo realizado por pesquisadores da Harvard School of Public Health (EUA).
Infelizmente, a maioria dos pacientes não possui conhecimento de quanto a alimentação pode influenciar no quadro depressivo. Geralmente há necessidade de conscientização de um hábito de vida e alimentação corretos como parte do tratamento da doença.
(DOL, com informações do portal UOL e Revista Saúde)
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