Em meio à correria do dia a dia, as opções de alimentação nas ruas são muitas, mas nem sempre de qualidade. O preço e o acesso fácil levam ao consumo de lanches ricos em gorduras. É exatamente neste momento, o da escolha, que se define o acesso – ou não - a uma vida mais saudável. Sempre que colocado diante de tal dilema, a escolha feita pelo autônomo Josiel Pinto, 46 anos, quase nunca é a mais indicada. Longe de casa e diante dos altos preços cobrados pelas refeições mais completas, ele recorre aos lanches fritos que vende pelas ruas de Belém. “Quando bate a fome o jeito é comer salgado mesmo”, confirma.
Cardiologista e nutrólogo, o médico Daniel Magnoni acredita que o foco do problema está na relação inadequada que as pessoas vêm estabelecendo com a comida, não apenas quando o consumo de certos alimentos é exagerado, mas também quando é muito restritivo. A preocupação em reduzir a alimentação a apenas um grupo de alimentos pode desencadear, segundo o médico, a chamada ortorexia – transtorno no qual a pessoa se limita em alimentar-se somente segundo certos preceitos. “O segredo está no equilíbrio do consumo, seja qual for o grupo alimentar”.
Segundo o especialista, os prejuízos diferem de acordo com o grupo de alimentos retirados do cardápio. No caso das dietas que restringem excessivamente o consumo de carboidratos, por exemplo, o corpo fica mais cansado porque deixa de receber sua principal fonte de energia. Já a restrição da ingestão de gorduras pode interferir na reserva energética que protege o corpo das alterações de temperatura e na produção hormonal. “O melhor caminho para uma vida saudável é a reeducação alimentar sem, necessariamente, excluir um nutriente”, garante.
REEDUCAÇÃO
Desde que decidiu mudar o estilo da sua alimentação, a publicitária Nhãnhã Çayré, 28 anos, precisou de pelo menos 6 meses para se adaptar às novas escolhas. Habituada a consumir alimentos ricos em carboidratos, ela se viu desafiada a, em cada refeição, selecionar os tipos de alimento mais indicados para ela. “Foi complicado no início, mas eu consegui me adaptar aos sabores”, diz. A escolha de mudar as práticas alimentares só foi decisiva após o nascimento da filha. Desde então, a preferência passou para os alimentos integrais e frutas, em detrimento aos produtos com alto teor de açúcar, como o refrigerante, por exemplo. “Eu aprendi a escolher de forma consciente os alimentos e não a simplesmente cortá-los da mesa”.
(Cintia magno/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar