O que os brasileiros mais temem em relação ao envelhecimento são os problemas de saúde que chegam junto com a idade. Na sequência, o maior medo é a limitação física gerada por questões como a osteoporose, indica pesquisa recente feita pelo Instituto QualiBest em parceria com a empresa de medicamentos Pfizer.
Mas se existem fatores genéticos que podem determinar ossos mais fracos, um problema que atinge 10 milhões de brasileiros, a forma como vamos lidar com eles pode ser determinante.
“Os hábitos são decisivos para que tenhamos ossos saudáveis, pois podem atrapalhar uma genética boa ou piorar uma genética ruim”, alerta a endocrinologista Marise Lazaretti Castro, explicando que a constituição do esqueleto é determinada 60% por questões genéticas e 40% pelo ambiente.
Mas a osteoporose, doença caracterizada pela diminuição progressiva da massa óssea e maior propensão a fraturas, pode ser prevenida. Para isso, o trio cálcio, vitamina D e atividade física é essencial. “O cálcio tem a função de tornar a estrutura óssea mais resistente, mas a vitamina D é fundamental para sua absorção no intestino e o exercício promove a fixação do mineral”, ressalta Marise Lazaretti Castro, que é presidente científica da Abrasso – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo.
Produzida na pele por meio da exposição solar, a vitamina D precisa estar em níveis normais no sangue para que o cálcio dos alimentos seja absorvido, caso contrário, apenas 10% do nutriente são aproveitados, destaca a endocrinologista.
“Como nem sempre é possível reforçar a dieta com lácteos e os riscos com câncer de pele e preocupação com envelhecimento são legítimos, a suplementação de cálcio e vitamina D é uma alternativa recomendada para prevenção e tratamento da osteoporose”, completa Marise.
(Diário do Pará)
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